A Polícia Civil do Ceará prendeu, na manhã desta terça-feira, um jovem de 18 anos suspeito de matar a universitária Ana Rerica de Messias, de 19 anos, no município de Morrinhos, no litoral norte do estado. O investigado, identificado como Francisco Dionatas, é ex-namorado da vítima e foi autuado pelo crime de feminicídio.
De acordo com as investigações, o suspeito teria atraído a jovem para uma área isolada da cidade. No local, após uma discussão, ele teria atacado Ana Rerica com um objeto perfurante. O corpo da estudante foi encontrado abandonado em uma via pública, apresentando lesões compatíveis com a agressão.
Além do mandado de prisão preventiva, equipes da Polícia Civil cumpriram três mandados de busca e apreensão. Um deles foi executado na residência do investigado, enquanto os demais ocorreram em imóveis ligados a familiares do suspeito. Durante as diligências, os agentes recolheram aparelhos celulares e outros materiais que deverão auxiliar no aprofundamento das investigações e reforçar as provas já reunidas no inquérito.
A operação foi coordenada pela Delegacia Municipal de Marco, com apoio das unidades policiais de Bela Cruz e Acaraú.
Paralelamente às investigações do feminicídio, a Polícia Militar também foi acionada para atender uma ocorrência relacionada ao caso. No local, os agentes encontraram um veículo em chamas e marcas de disparos de arma de fogo na estrutura de uma residência. O Corpo de Bombeiros foi chamado para controlar o incêndio.
Segundo a Polícia Civil, a ocorrência foi registrada como crime de incolumidade pública. As circunstâncias do episódio seguem sob investigação. “A Polícia Civil realiza diligências com o objetivo de identificar a autoria e a motivação do crime”, informou a corporação.
Ana Rerica era estudante de Pedagogia e trabalhava como profissional de apoio a crianças com necessidades especiais na rede municipal de ensino. Familiares a descrevem como uma jovem dedicada, trabalhadora e muito querida por amigos, colegas e alunos.
Além das atividades profissionais, ela participava de ações religiosas em sua comunidade e costumava dividir sua rotina entre os estudos, o trabalho e a convivência com familiares e amigos. A morte da universitária causou forte comoção em Morrinhos, município de pouco mais de 20 mil habitantes.
