Eleições 2026: O patrimônio do senador Jaques Wagner (PT-BA), um dos fundadores do PT, ex-líder do governo no Senado e considerado um dos mais próximos aliados históricos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), registrou um crescimento de 631% desde a última eleição em que disputou o cargo.
Segundo levantamento do jornal Folha de S.Paulo, o parlamentar declarou à Justiça Eleitoral possuir R$ 24,5 milhões em bens. Em 2018 os bens que existiam e eram registrados no nome dele somavam R$ 3,3 milhões.
De acordo com a Folha, o principal responsável pela mudança patrimonial é um crédito de R$ 13,8 milhões decorrente da venda de um terreno adquirido pelo senador em 2000 por R$ 28 mil. Vinte e cinco anos depois, o imóvel foi negociado por R$ 15 milhões, o que representa uma valorização real estimada em cerca de 11.400%. A negociação, porém, não foi concluída.
Ainda segundo o jornal, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão da transferência do terreno e o bloqueio temporário de bens do senador no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. A decisão também interrompeu a venda de um apartamento de Jaques Wagner, em Salvador, avaliado em R$ 10 milhões.
Além do terreno e do apartamento, o senador declarou possuir um sítio na Chapada Diamantina, outro imóvel residencial, veículos e aplicações financeiras.
Jaques Wagner disputará a reeleição ao Senado nas eleições deste ano. Ele foi procurado pelos jornais Folha de São Paulo e Estadão, mas não deu declarações sobre o assunto. Em entrevista a uma rádio, Wagner minimizou a valorização do imóvel. “É óbvio que tudo valoriza em 26 anos”, disse.
