A morte do papa Francisco, nesta segunda-feira (21), coincidiu com uma data de profundo simbolismo para os católicos: a Segunda-feira do Anjo. Celebrada logo após o Domingo de Páscoa, a ocasião remete ao momento em que, segundo o Evangelho de Mateus, mulheres encontram o túmulo de Jesus vazio e recebem de um anjo a notícia de sua ressurreição.
A coincidência entre a partida do pontífice e a data litúrgica carrega peso espiritual. “Ele não está aqui, porque já ressuscitou”, diz a passagem bíblica (Mateus 28:5-7), em referência a Jesus. Para os fiéis, trata-se de um lembrete de esperança e renovação — temas centrais no papado de Francisco, conhecido por sua defesa dos mais pobres, humildade e ênfase no perdão.
A Segunda-feira do Anjo é feriado em diversos países da Europa, entre eles Itália, França e Polônia. Na Itália, é chamada de Pasquetta e celebrada com piqueniques em família e partilha de alimentos típicos da Páscoa. A origem da comemoração remonta ao século IV, quando o imperador Constantino oficializou o chamado “tempo pascal” — um ciclo de oito dias de festividades religiosas.
Francisco, inclusive, incentivava que este dia fosse dedicado à convivência familiar, reforçando o papel da fé vivida no cotidiano. Seu falecimento nesse contexto reforça, para muitos fiéis, a ideia de um ciclo que se encerra com sentido e espiritualidade.
