Região Central: Nenhum dos 18 municípios do Sertão Central aparece na relação das cidades classificadas com risco de transmissão de dengue. O dado consta em levantamento realizado pelo Diário do Nordeste com base em informações do IntegraSUS e no Informe Operacional de Arboviroses da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), divulgado em agosto.
Embora a circulação do vírus já tenha sido registrada em 176 dos 184 municípios cearenses, apenas 34 cidades apresentam incidência acumulada de casos prováveis considerada alta ou muito alta, cenário que, segundo a Sesa, indica risco para ocorrência de surtos. Entre elas, nenhuma pertence à região do Sertão Central.
Dos municípios classificados em situação de maior atenção, 25 apresentam transmissão ativa sustentada, caracterizada por alta ou muito alta incidência de casos confirmados. A lista inclui Cedro, Jardim, Farias Brito, Granjeiro, Ipaumirim, Porteiras, Baixio, Cariús e Várzea Alegre, na região Sul; Tianguá, Hidrolândia, Catunda, Reriutaba, Guaraciaba do Norte, Tamboril, Sobral e Croatá, na região Norte; além de Aracati, Pereiro, Jaguaretama, Palhano, Jaguaribara, Itaiçaba, Jaguaribe e Icapuí, no Litoral Leste.
O Ceará contabilizou, até o início de agosto, 36.393 notificações e mais de 11 mil casos confirmados de dengue. Os números representam aumento de 91,7% nas notificações e de 172,7% nas confirmações em comparação com o mesmo período de 2025. O Estado registrou ainda 376 casos com sinais de alarme, 19 casos de dengue grave e 18 mortes confirmadas pela doença.
Segundo a Sesa, o aumento da transmissão está associado à intensificação da circulação viral em algumas regiões. O sorotipo DENV-2 responde por 85,7% das amostras analisadas, seguido pelo DENV-1, com 13,6%. A Secretaria também monitora a disseminação do DENV-3, identificado em municípios como Fortaleza, Russas, Brejo Santo, Aracati, Iguatu, Caucaia e Camocim, devido ao potencial de provocar novos surtos em uma população com baixa imunidade para esse sorotipo.
