Lar Ceará MPF obtém condenação de ex-superintendente do Dnit por fraudes em licitações no Ceará
CearáNacional

MPF obtém condenação de ex-superintendente do Dnit por fraudes em licitações no Ceará

270

O Ministério Público Federal (MPF) conseguiu a condenação do ex-superintendente no Ceará do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Joaquim Guedes e outras três pessoas acusadas de fraudar licitações para beneficiar a empresa Delta Construções S.A. em contratações para realização de obras na rodovia BR-222, em trecho que corta o estado. Os crimes ocorreram entre os anos de 2009 e 2010.

De acordo com a denúncia que resultou na sentença, em setembro de 2009, o Dnit deixou de realizar licitação, fora das hipóteses previstas em lei, e contratou diretamente a empresa Delta Construções, representada por Roberto Mello Gomes de Mattos. Mais adiante, entre os dias 18 de dezembro de 2009 e 19 de janeiro de 2010, integrantes da Comissão Permanente de Licitação do DNIT, com a participação de Erika de Sordi Batista Salvador, gestora de licitações da Delta, devassaram o sigilo das propostas apresentadas na concorrência e fraudaram o caráter competitivo do certame licitatório, mediante a troca da proposta de preços da empresa Delta, com o fim de torná-la vencedora da licitação pela oferta de menor preço.

As investigações apontaram ainda que depois da assinatura de contrato entre o Dnit e a Delta Construções S.A., no período de 19 de maio a 2 de agosto de 2010, empregado da Delta Construções e o fiscal do contrato, Francisco Jânio Martins, inseriram declarações falsas acerca da data de execução dos serviços em diários de obra e em atestados de execução dos serviços, com o objetivo de fraudar relatórios para tentar justificar processos irregulares em benefício da empresa Delta.

Na sentença, a Justiça Federal condenou os quatro réus pela prática de quatro crimes relacionados a fraudes em licitações. Os sentenciados, além de pagar multas que, somadas, ultrapassam R$ 1 milhão, deverão cumprir pena privativa de liberdade que somam mais de 27 anos.

Para Joaquim Guedes Martins, ex-superintendente do Dnit, foi estabelecida pena privativa de liberdade de 14 anos, 11 meses e 20 dias, além de pagamento de multa de R$ 347.979,06. Francisco Jânio Martins, recebeu pena de prisão de 6 anos, enquanto que para Ericka de Sordi Batista Salvador e Roberto Mello Gomes de Mattos a pena fixada chegou, respectivamente, a 3 anos e a 3 anos e 3 meses. Os últimos três réus pagarão multa de R$ 115.993,02.

Artigos relacionados

NacionalÚltimas notícias

Bebê morre durante cesariana após bisturi atingir cérebro em hospital de SP

Uma bebê prematura de dois dias morreu após sofrer um corte de...

CearáÚltimas notícias

Caminhão com carga de combustível pega fogo na BR-020 próximo a Canindé

Sertões de Canindé: Um caminhão-tanque que transportava combustível pegou fogo no final...

NacionalÚltimas notícias

STF torna réu deputado que durante discurso desejou a morte do presidente Lula

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (18) tornar réu o...