Quixeramobim: “As cicatrizes que carrego no meu braço são as marcas do meu milagre”. Foi com esta frase que a jovem Ana Clara, vítima de tentativa de feminicídio registrado no início de maio deste ano, neste Município do Sertão Central, mostrou nas redes sociais as marcas do processo de cicatrização de sua cirurgia.
Ana Clara teve uma das mãos decepadas na altura dos punhos a golpes de foice, desferidos pelo ex-cunhado a mando do ex-companheiro, na madrugada do dia primeiro de maio. Sua história ganhou repercussão nacional sobretudo pela sua resistência.
A jovem, de apenas 21 anos, foi socorrida e passou por uma complexa cirurgia que durou mais de oito horas, para reconstruir os vasos sanguíneos, reimplantar a mão e voltar a ter os movimentos.
“Cada uma delas me lembra da dor que enfrentei, mas, acima de tudo, da vida que Deus me permitiu continuar vivendo. Elas não representam derrota. Representam resistência, recomeço e esperança”, escreveu Ana Clara nas redes sociais.
Ela atribui o seu processo de recuperação a um sinal de fé. “Hoje, não tenho vergonha de mostrá-las. Pelo contrário elas são a prova de que o amor, a fé e a força podem vencer até os momentos mais difíceis. As minhas cicatrizes não contam apenas o que aconteceu comigo. Elas contam que eu sobrevivi. E, enquanto eu viver, elas serão as marcas do meu milagre”.
