Quixadá: Três anos depois o bispo emérito de Quixadá, dom Ângeli Pignoli, retorna a este Município para a celebração do seu jubileu de ouro sacerdotal, festa religiosa que comemora os 50 anos serviço à igreja de um membro do Clero.
A celebração está programada para esta terça-feira (24), às 19h na Catedral Jesus, Maria e José. “Será um momento de profunda gratidão, louvor e ação de graças a Deus pelo dom da vida e do sacerdócio deste partir que marcou a história de nossa igreja”, disse a Diocese em comunicado nas redes sociais.
O Revista Central apurou com duas fontes que Dom Angelo já chegou a Quixadá, mas não há uma programação oficial ao longo do dia. É a primeira vez, desde 2023, que ele retorna ao município, onde serviu por 14 anos na função de bispo. Sua última passagem por aqui foi por ocasião da posse de Dom Aurélio Pinto, que lhe substituiu.
O RC também apurou fiéis de paróquias de municípios da região, se organizam em espécie de caravanas para participar da missa desta quarta, mas que não há convite formal por parte da Diocese aos núcleos paroquianos. A mobilização tem ocorrido de maneira expontânea e informal.
Renúncia
Dom Angelo Pignoli renunciou ao cargo de bispo diocesano de Quixadá no dia 15 de dezembro de 2021, quando o pedido foi aceito pelo então papa Francisco e tornado oficial pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
O pedido da renúncia se deu em função da sua idade. Conforme o Código do Direito Canônico da Santa Sé, compêndio de leis que rege o ofício do clero da Igreja Católica, quando completam 75 anos, os bispos possuem o direito de pedir o afastamento de suas obrigações sacerdotais. Quando a renúncia é aceita eles passam a receberem a nomeclatura no escalão eclesiástico de bispo emérito, enquanto bispo diocesano é a nomeclatura dada a quem ocupa efetivamente o cargo, neste caso, Aurélio Pinto, que assumiu o posto em agosto de 2023, dois anos após a renúncia de Pignoli.
Na época, em entrevista à Rede Vida, canal de notícias e de programação unicamente católica, o bispo chegou a detalhar que questões de saúde, incluindo problemas cardíacos, auditivos e de memória, agravados pela Covid-19 e outras doenças, o levaram a tomar a decisão.
Desde então, dom Angelo voltou para a região de Franca, em São Paulo, onde reside.
