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Correio afetivo: estudantes entregam cartas com homenagens para mães internadas no HRSC

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Estudantes entregam cartas com homenagens para mães internadas no HRSC. Foto: José Avelino Neto

Mais de cem mães internadas no Hospital Regional do Sertão Central (HRSC), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) em Quixeramobim, receberam cartas com mensagens de homenagem ao dia das mães escritas por alunos da rede pública estadual e municipal de Quixeramobim e Ibaretama.

A ação foi proposta pelo HRSC, por meio do Núcleo de Experiência do Paciente (Nexp), assistindo mulheres que aguardam alta dos bebês que tiveram na unidade, além daquelas que estão internadas.

Sem conter a emoção, as lágrimas das mães que passarão o próximo domingo (11) no HRSC gotejavam sobre o papel com as mensagens de esperança e afeto, todas autorais e escritas a punho pelos alunos. “Fiquei emocionada pensando nos meus filhos que estão em casa”, conta Daniele do Nascimento Evangelista, 35 anos. Ela planejava passar a data com seus outros quatro filhos em casa no município de Itapipoca, mas aguarda a alta do bebê que teve no HRSC.

Os textos foram elaborados nas atividades de Língua Portuguesa da escola Cônego Luiz Braga Rocha, de Ibaretama, e Coronel Virgílio Távora, de Quixeramobim. Ao invés de enviar as cartas, os alunos Ana Vitória Alves, Pedro Henrique de Oliveira Moura e Maria Eduarda Neri Calixto, que representaram as escolas, foram ao HRSC entregar as cartas pessoalmente, acompanhados da professora Rayane Fernandes, autora do projeto que incentiva os alunos à escrita afetiva nas escolas onde leciona.

Experiência positiva por meio do texto
Para o diretor administrativo do HRSC e presidente do Nexp, Elisfabio Duarte, a iniciativa da professora está alinhada com o principal propósito do hospital. “Nosso foco são as ações que fazem do processo de cuidado, uma forma de tocar a existência das pessoas, fazendo da sua experiência no hospital algo que as marque positivamente”, explica.

Pensada pela professora como uma ação pedagógica, Rayane acredita que a elaboração das cartas une o saber técnico e o olhar para afetividade humana. “Conciliei aquilo que tenho que fazer, com o que eu preciso desenvolver. É uma ação que extrapola a sala de aula”, pontua.

Depois da carta que recebeu, Daniele viu a saudade da família dando lugar ao conforto, escrito por quem ela sequer viu um dia, por letras sobre linhas. “Me trouxe esperança e me confortou. Se Deus quiser, já, já eu vou estar com meus filhos em casa”. A reação da mãe é exatamente o que Rayane ensina aos seus alunos: “Escrita e afetividade geram transformação, em quem escreve e em quem recebe”, finaliza.

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