O coronel Aginaldo, que respondia pela Secretaria de Segurança Pública de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, pediu exoneração do cargo nesta segunda-feira (30). A saída ocorre em meio à repercussão da fuga ao exterior de sua esposa, a deputada federal Carla Zambelli (PL), que teve o nome incluído na lista da Interpol após ser condenada à perda do mandato e à prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Aginaldo já havia se afastado da função em maio, sob a justificativa de acompanhar um familiar em tratamento de saúde. Após duas licenças consecutivas, o retorno estava previsto para esta terça-feira (1º), mas foi formalmente cancelado com o pedido de exoneração. Durante sua ausência, o cargo vinha sendo ocupado pelo secretário adjunto Marcos Sena.
A exoneração foi confirmada pelo prefeito Naumi Amorim (PSD), que publicou uma nota de agradecimento ao coronel pelos serviços prestados à frente da pasta. O desligamento acontece enquanto Carla Zambelli, condenada por obstrução de investigação e coação no curso do processo, está sendo considerada foragida e é alvo de inquérito no STF, aberto pelo ministro Alexandre de Moraes.
Ex-diretor da Força Nacional de Segurança Pública, Aginaldo ganhou projeção nacional ao ocupar o cargo em 2019. Em 2022, tentou se eleger deputado federal pelo Ceará com apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas não foi eleito. No ano seguinte, disputou a prefeitura de Caucaia, ficando em quarto lugar na eleição.
Zambelli é apontada como responsável por articular a invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), onde teriam sido inseridos documentos falsos.
