Celebrado em dezenas de países, o Dia das Mães é uma das datas mais movimentadas do calendário, tanto para as famílias quanto para o comércio. Mas a origem dessa homenagem tem raízes históricas que vão muito além das flores e presentes.
A ideia de celebrar a figura materna não é nova. Na Antiguidade, gregos e romanos já realizavam festivais em honra às mães e divindades ligadas à fertilidade, como Réia, mãe dos deuses na mitologia grega. No entanto, o modelo mais próximo da comemoração moderna surgiu nos Estados Unidos, no início do século XX.
A principal responsável pela criação do Dia das Mães como conhecemos hoje foi a norte-americana Anna Jarvis. Após perder sua mãe em 1905, ela iniciou uma campanha para que a data fosse reconhecida nacionalmente como forma de homenagear o papel das mães na sociedade. Em 1908, organizou o primeiro evento oficial em uma igreja na Virgínia Ocidental, e a ideia rapidamente ganhou apoio popular.
O movimento liderado por Anna Jarvis sensibilizou o Congresso e, em 1914, o então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson, oficializou o segundo domingo de maio como o Dia das Mães no país. A partir daí, a tradição se espalhou para outros lugares do mundo, com diferentes datas e costumes, mas com o mesmo propósito: valorizar a maternidade.
A chegada ao Brasil
No Brasil, o Dia das Mães foi oficializado em 1932, por meio de decreto do então presidente Getúlio Vargas. A data também passou a ser celebrada no segundo domingo de maio, seguindo o modelo norte-americano. Em 1947, a Igreja Católica incorporou a comemoração ao seu calendário litúrgico, reforçando o aspecto familiar e religioso da data.
Hoje, o Dia das Mães é não só uma ocasião de afeto e gratidão, mas também uma das datas mais importantes para o comércio brasileiro, ficando atrás apenas do Natal em volume de vendas. Ainda assim, a essência permanece: celebrar o amor, o cuidado e a dedicação das mães, independentemente das formas ou contextos familiares.
