Lar Com voto de Cármen Lúcia, TSE forma maioria por 4 a 1 e torna Bolsonaro inelegível até 2030

Com voto de Cármen Lúcia, TSE forma maioria por 4 a 1 e torna Bolsonaro inelegível até 2030

93
Voto decisivo foi dado pela ministra Cármen Lúcia; Nunes Marques e Alexandre de Moraes ainda precisam votar. Foto: divulgação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria nesta sexta-feira (30) para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e deixá-lo inelegível pelo prazo de oito anos. O voto decisivo foi dado pela ministra Cármen Lúcia.

O placar agora está 4 a 1 pela condenação. Ainda faltam os votos do ministro Nunes Marques e de Alexandre de Moraes, presidente da Corte. Confirmada a condenação e a inelegibilidade, Bolsonaro ficará fora das eleições até 2030.

A maioria da Corte entendeu que o ex-presidente cometeu abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação ao fazer uma reunião com embaixadores em julho de 2022 e atacar sem provas o sistema eleitoral. A ação foi apresentada pelo PDT.

Esta é a quarta sessão de julgamento da ação contra o ex-presidente. Na quinta-feira (29), a Corte já havia formado maioria para livrar da condenação e da inelegibilidade o então candidato a vice-presidente na chapa em 2022, Walter Braga Netto.

A defesa do ex-presidente poderá recorrer da decisão ao próprio TSE e ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas o efeito da inelegibilidade é imediato. O advogado de Bolsonaro no caso, Tarcísio Vieira de Carvalho, já indicou que acionará o Supremo.

Antes de recorrer ao STF, é preciso esgotar todas as possibilidades de recurso na Corte eleitoral. Assim, a condenação deverá ser contestada pelo chamado “embargo”. O instrumento não tem o potencial de alterar a decisão, e permite esclarecer eventuais contradições e obscuridades no acórdão. Também não serve para suspender o efeito de eventual decretação de inelegibilidade.

O recurso ao Supremo precisa, antes, ser apresentado ao TSE para verificação dos requisitos de sua admissibilidade. No STF, os três integrantes da Corte que participam do TSE (Moraes, Cármen e Nunes), ficam excluídos da distribuição do recurso.

Ao fim, a iniciativa também tende a não prosperar. Isso porque quem dá a última palavra em temas eleitorais é o TSE. O Supremo avaliaria eventuais ofensas à Constituição no caso. Os três ministros do Supremo que atuam no TSE podem participar de um eventual julgamento no plenário.

Com informações do CNN Brasil

Artigos relacionados

Sertão CentralÚltimas notícias

Tragédia: Jovem de 22 anos morre após choque elétrico em Canindé

Um jovem de 22 anos morreu após sofrer uma descarga elétrica na...

PolicialÚltimas notícias

Navio apreendido com quase 10 toneladas de cocaína na Europa passou pelo litoral do Ceará

A Polícia Nacional da Espanha realizou nesta semana a maior apreensão de...

PolicialÚltimas notícias

Suspeito de importunação sexual contra a própria filha é preso em Quixadá

A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) prendeu, nessa terça-feira (13),...

PolicialÚltimas notícias

Homem tem quase R$ 5 mil furtados de dentro de sua casa em Quixeramobim

Quixeramobim: Uma residência foi alvo de furto no bairro Vila União, em...