Lar Com voto de Cármen Lúcia, TSE forma maioria por 4 a 1 e torna Bolsonaro inelegível até 2030

Com voto de Cármen Lúcia, TSE forma maioria por 4 a 1 e torna Bolsonaro inelegível até 2030

205
Voto decisivo foi dado pela ministra Cármen Lúcia; Nunes Marques e Alexandre de Moraes ainda precisam votar. Foto: divulgação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria nesta sexta-feira (30) para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e deixá-lo inelegível pelo prazo de oito anos. O voto decisivo foi dado pela ministra Cármen Lúcia.

O placar agora está 4 a 1 pela condenação. Ainda faltam os votos do ministro Nunes Marques e de Alexandre de Moraes, presidente da Corte. Confirmada a condenação e a inelegibilidade, Bolsonaro ficará fora das eleições até 2030.

A maioria da Corte entendeu que o ex-presidente cometeu abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação ao fazer uma reunião com embaixadores em julho de 2022 e atacar sem provas o sistema eleitoral. A ação foi apresentada pelo PDT.

Esta é a quarta sessão de julgamento da ação contra o ex-presidente. Na quinta-feira (29), a Corte já havia formado maioria para livrar da condenação e da inelegibilidade o então candidato a vice-presidente na chapa em 2022, Walter Braga Netto.

A defesa do ex-presidente poderá recorrer da decisão ao próprio TSE e ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas o efeito da inelegibilidade é imediato. O advogado de Bolsonaro no caso, Tarcísio Vieira de Carvalho, já indicou que acionará o Supremo.

Antes de recorrer ao STF, é preciso esgotar todas as possibilidades de recurso na Corte eleitoral. Assim, a condenação deverá ser contestada pelo chamado “embargo”. O instrumento não tem o potencial de alterar a decisão, e permite esclarecer eventuais contradições e obscuridades no acórdão. Também não serve para suspender o efeito de eventual decretação de inelegibilidade.

O recurso ao Supremo precisa, antes, ser apresentado ao TSE para verificação dos requisitos de sua admissibilidade. No STF, os três integrantes da Corte que participam do TSE (Moraes, Cármen e Nunes), ficam excluídos da distribuição do recurso.

Ao fim, a iniciativa também tende a não prosperar. Isso porque quem dá a última palavra em temas eleitorais é o TSE. O Supremo avaliaria eventuais ofensas à Constituição no caso. Os três ministros do Supremo que atuam no TSE podem participar de um eventual julgamento no plenário.

Com informações do CNN Brasil

Artigos relacionados

Sertão CentralÚltimas notícias

Show com Canção e Louvor promete atrair multidão em comemoração ao Dia do Evangélico em Banabuiú

Evangélicos de Banabuiú e dos municípios vizinhos da região, se mobilizam para...

NacionalÚltimas notícias

Flávio Bolsonaro chega aos Estados Unidos com a esposa e as duas filhas

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desembarcou em Miami, na Flórida, nos Estados...

Eleições 2026Últimas notícias

Lula e Flávio Bolsonaro tiveram diferença de apenas um novo em cinco municípios do país

Eleições 2026: Cinco municípios das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul registraram diferença...

Sertão CentralÚltimas notícias

Aposta feita em Mombaça por pouco não acerta Mega-Sena e fatura quase R$ 60 mil

Região Central: Uma aposta feita em Mombaça acertou cinco números do concurso...