O Ceará registrou em julho 88,7% de seu território em situação de seca, segundo o Monitor de Secas. De acordo com a Funceme, esse é o cenário mais crítico desde janeiro de 2024, quando praticamente todo o estado apresentava algum grau de comprometimento.
A variação em relação a junho foi de aproximadamente 13%, com destaque para o avanço da seca fraca, marcada pela redução no plantio, déficits hídricos prolongados e lavouras e pastagens que não conseguiram se recuperar. A seca moderada, nível mais severo, também aumentou, passando de 33,89% para 35,12% entre os dois meses.
Essa categoria mais intensa se concentra no oeste do estado, afetando regiões como Ibiapaba, Sertão Central, Inhamuns e parte da Jaguaribana.
Já as áreas livres do fenômeno representam apenas 11,3% do território, em uma faixa litorânea que inclui Fortaleza, Pecém e parte do sul cearense.
Segundo a Funceme, a intensificação do quadro está ligada à redução anormal das chuvas após o fim da quadra chuvosa, em maio. O diagnóstico também considera a saúde da vegetação, que mostra sinais de impacto pela estiagem.
