Teve início nesta quinta-feira (26), em Quixadá (CE), o III Seminário de Acessibilidade Cego Aderaldo, que segue até o próximo sábado (28), reunindo artistas, pesquisadores, gestores culturais e a comunidade em geral em torno do tema “gestão, pesquisa e práticas para o direito à cultura”. As ações acontecem na Casa de Saberes Cego Aderaldo, com programação gratuita e recursos de acessibilidade em Libras.
A abertura das atividades foi marcada por ações formativas voltadas à inclusão no campo cultural. Pela manhã, o público participou da Oficina de Construção de Óculos 3D Acessível em Libras, conduzida por Julianne Pinheiro e Sam Célio, integrantes do Programa Circuito MIS CE. Já no período da noite, o seminário deu continuidade com a oficina “Introdução ao Audiovisual Inclusivo e Acessível”, ministrada por Lucas Paz, ampliando o debate sobre práticas acessíveis na produção audiovisual.
A programação segue na sexta-feira, 27, com a solenidade oficial de abertura e mesas-redondas que discutem desde a legislação até a implementação da acessibilidade cultural nos territórios, além de estratégias de planejamento, orçamento e gestão acessível nas artes e nas políticas públicas.
O encerramento acontece no sábado, 28 de março, com o encontro formativo “O Cinema Acessível: gestão, pesquisa e práticas para o direito à cultura”, com a pesquisadora Sara Benvenuto. A programação inclui ainda o lançamento do livro “Cinema e audiodescrição”, além de atividades culturais como a tradicional Bodega da Casa e a apresentação musical “Dálete: Nossas canções”.
O Seminário tem a realização do Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura, da Casa de Saberes Cego Aderaldo , espaço que integra a Rede Pública de Equipamentos Culturais do Ceará (Rece), gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM). Tem parceira do Centro Cultural Bom Jardim, também espaço público da Secult Ceará, gerido pelo Instituto Dragão do Mar; do MIS,também da Secult Ceará, gerido pelo Instituto Mirante; além do apoio da FECLESC e da Unicatólica.
O seminário reafirma a importância da acessibilidade como direito fundamental e fortalece o compromisso com a construção de uma cultura mais inclusiva e democrática no Sertão Central.
