Região Central: O ex-prefeito Marcondes Jucá (sem partido) já pode “pedir música”, após ter três contas de governos desaprovadas referentes de 2017 a 2024. Na última terça-feira, dia 2, a Câmara Municipal de Choró decidiu reprovar as contas relativas ao exercício financeiro de 2023. Jucá deixou a administração municipal preso e afastado de suas funções, acusado de participar de um grande escândalo de corrupção.
Dos nove parlamentares, apenas Pedro Paulo — seu ex-secretário de Educação —, Priscyla Jucá e Albino Bernardino manifestaram apoio à aprovação das contas. Já Chico Sá, Joãozinho Castelo, Josiana Pereira e Joana do Carvão votaram pela rejeição. O vereador Cristiano França não compareceu à sessão e, por isso, não participou da votação.
A decisão ganhou destaque não apenas pelo teor do parecer, mas também pelo fato de parlamentares ligados ao grupo político do atual prefeito terem votado contra. Nos bastidores, dizem que a derrota de Jucá foi articulada pelo chefão da Câmara, o “Cabeça do Choró”.
A derrota humilhante foi uma resposta clara de que nenhum grupo político quer Marcondes por perto. Cabeça não aceita o sobrinho de Marcondes, o Bruno Jucá como futuro vice na chapa do atual prefeito e já articula o nome de sua esposa Lidiana Castro.
Marcondes – a onça morta
Todo mundo que abraçava e tinha Marcondes como seu líder agora o chuta como uma “onça morta”. A vereadora Joana do Carvão foi a chefona da Secretaria de Agricultura na gestão de Jucá, tanto que chegou a colocar sua filha como secretária da pasta. Em 2023, preferiu contrariar o parecer do TCE e votou pela aprovação das contas, afinal, sua filha estava sentada na cadeira de secretária. Chico Sá também já foi secretário municipal de Marcondes.
Das contas
O Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE-CE) já havia emitido recomendação pela desaprovação, apontando falhas consideradas graves na execução orçamentária. Com base no parecer técnico, os vereadores analisaram o relatório e seguiram, em sua maioria, a orientação do órgão de controle.
Marcondes Jucá está inelegível
O sonho de Marcondes Jucá de ser prefeito de Quixadá ou de retornar à Prefeitura de Choró parece bem distante, diante da possibilidade de permanecer inelegível até 2033. Ele já enfrentava restrições após ter suas contas dos exercícios de 2018 e 2019 desaprovadas.
Um jucá torto
Essa derrota do Jucá é a prova viva de que político sem cargo não tem poder para comandar seus desejos, bem como de que, quando o poder sobe à cabeça e é usado com desvio de finalidade, o troco vem depois. Nesse caso, ninguém está sendo injusto; afinal, só sabe como era Marcondes quem fazia parte de seu grupinho.
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