Quixadá: A empresa Azul Linhas Aéreas confirmou que não há previsão de operações para a cidade de Quixadá. Após muito se especular o início das operações aéreas tendo Quixadá como um dos seus destinos em 2024, os planos da empresa não saíram do papel e seguem sem prazo.
A informação foi confirmada pela Azul ao Revista Central. Em nota, a empresa fundamentou que “como empresa competitiva, monitora continuamente o mercado e avalia, de forma estratégica, oportunidades de expansão e adequações em sua malha aérea”. Tais avaliações levaram a Azul a definir pela suspensão da operação em Quixadá.
Em março de 2024 técnicos da empresa visitaram o aeroporto regional de Quixadá e foram recepcionados pelo prefeito Ricardo Silveira e o secretário Fabiano Barbosa. Uma semana depois, a empresa anunciou que iria começar a ter voos com saída de Quixadá para Fortaleza e da Capital para o município.
Os planos iniciais previam que a operação tivesse início no dia 8 de julho daquele mesmo ano, com dois voos por semana: um às segundas e outro às quintas-feiras. Mas os planos não saíram do papel e nunca sequer um avião da Azul chegou a pousar em Quixadá.
No site da empresa, no entanto, o nome do município de Quixadá ainda consta na lista de destino de viagens, quando o cliente tenta comprar uma passagem. A informação foi checada nesta terça-feira (17) pelo Revista Central.
Quando o ano de 2024 estava acabando, a Azul Linhas Aéras bateu o martelo e voltou atrás, afirmando que não iria mais operar em Quixadá. Na época, por meio de nota, a empresa justificou que “a falta de adequações necessárias na infraestrutura do aeroporto exigidas pela companhia, deixando de oferecer condições técnicas para voos, afetando os altos padrões de segurança adotados pela Azul”.
Embora esteja construído em Quixadá, é a Infraero a responsável pela administração do aeroporto, bem como todos os demais aeroportos regionais do Ceará. No ano passado, uma licitação foi aberta para repassar a gerência e manutenção dos equipamentos a uma empresa de iniciativa privada.
