Novos detalhes sobre a vida da policial militar Larissa Gomes da Silva, de 26 anos, mostram que a morte dela, ocorrida durante uma discussão com o companheiro na última quarta-feira (3), não foi um episódio isolado. Pessoas próximas relataram que Larissa já havia sofrido agressões anteriores e vivido situações de extrema violência dentro da relação.
Segundo relatos, a policial contou que chegou a levar “várias coronhadas” na cabeça e no rosto durante uma discussão passada. As agressões teriam causado cortes profundos, machucados e ferimentos no couro cabeludo. A jovem chegou a mostrar marcas e falar sobre o medo que sentia, mas não chegou a registrar oficialmente todas as ocorrências.
As informações revelam que Larissa enfrentava um ciclo de violência doméstica, em que agressões e ameaças se repetiam ao longo do tempo. Conforme pessoas próximas, ela tentava manter a rotina de trabalho e cuidar dos três filhos, mas o relacionamento conturbado vinha se agravando.
Agora, além de investigar o crime, a Coordenadoria de Polícia Judiciária Militar também deve analisar os sinais prévios de agressão e tentar entender por que o histórico de Larissa não foi suficiente para que medidas de proteção fossem tomadas.
