Antes de ter decretada a prisão domiciliar por descumprir as medidas estabelecidas, a Polícia Federal pediu que o ex-presidente Jair Bolsonaro fosse preso no sistema prisional tradicional, de forma preventiva, mas o pedido foi recusado pelo ministro Alexandre de Moraes, decidindo aplicar contra ele medidas cautelares, como o uso da tornozeleira eletrônica.
A informação foi revelada com exclusividade pelo jornal O Estado de São Paulo, que conseguiu o furo de reportagem, uma vez que o inquérito que investiga Bolsonaro está em sigilo.
Segundo o jornal, os investigadores da PF pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) que Bolsonaro fosse preso em julho. Mas, a Procuradoria-Geral da República (PGR) considerou que a prisão, naquele momento, era uma medida muito dura e sem necessidade.
Como alternativa, foi imposta a Bolsonaro o uso de uma tornozeleira eletrônica, fixada desde o último dia 19 de julho. Alexandre de Moraes ainda recomendou uma série de medidas cautelares, como não usar redes sociais. O ministro entendeu que Bolsonaro descumpriu essas medidas por duas vezes e avançou no rigor da punição, aplicando a Bolsonaro a prisão domiciliar.
Nesta quinta-feira (7) Moraes flexibilizou as penas que havia impostas a Bolsonaro, permitindo que o ex-presidente recebesse a visita dos filhos, dos netos e também do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
