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Acusado de matar técnica de enfermagem com 109 facadas e jogar corpo de ponte é condenado no Ceará

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O júri da 4ª Vara do Júri, em Fortaleza (CE), condenou José Leonardo da Costa Damasceno — apelidado “Leo Gordim” — a 13 anos e seis meses de reclusão, além de 1 ano de detenção, pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual.   O julgamento referiu-se à morte da técnica de enfermagem Maria Clara Barbosa Ramos, também conhecida como Duda, assassinada com 109 facadas em novembro de 2023 e cujo corpo foi jogado da ponte da Sabiaguaba, em Fortaleza.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE), Maria Clara, natural de Natal (RN) e em atividade como profissional do sexo em Fortaleza, teria conhecido o casal José Leonardo e Maria do Socorro de Souza Cavalcante em uma festa no Bairro Serrinha na noite de 12 de novembro. Por volta de 0h30/1h da madrugada de 13, ela teria seguido com eles até a residência no Bairro Paupina, na Rua Artur Bacelar. O homicídio ocorreu aproximadamente às 2h, no interior do imóvel.

De acordo com o laudo pericial, a vítima sofreu ferimentos gravíssimos: traumatismo crânio-encefálico, múltiplas lesões no pescoço e tórax, incluindo transfixação da veia jugular interna direita, da artéria carótida comum direita, além de lesões no pulmão direito e no coração. O elevado número e a gravidade das agressões motivaram a qualificadora de meio cruel, e o recurso que dificultou a defesa — já que o crime ocorreu dentro da residência para onde ela foi convidada.

Após cometer o homicídio, José Leonardo teria acionado o terceiro envolvido, Carlos Henrique de Sousa Rodrigues (conhecido como “Pelé”), para auxiliar na ocultação do corpo. A vítima foi enrolada em lençol, colocada no porta-malas de um carro Volkswagen Fox, transportada e lançada do alto da ponte da Sabiaguaba. No trajeto, o veículo ainda colidiu, o que atrasou a ação de ocultação. Em seguida, o acusado e o cúmplice recorreram a limpeza da cena no imóvel e infomaram uma oficina para conserto do carro, na tentativa de eliminar vestígios, o que configurou o crime de fraude processual.

No julgamento, o tribunal absolveu Maria do Socorro. Já o processo contra Carlos Henrique está em suspenso, uma vez que ele não foi localizado para citação e interrogatório.   Na sentença, além da pena, José Leonardo foi condenado a pagar R$ 10.000 em danos morais aos herdeiros da vítima.

Apesar das defesas terem alegado preliminares como a suposta ilicitude da apreensão do veículo, a Justiça rejeitou o argumento, considerando que a apreensão foi justificada por testemunhas e pela urgência de evitar que o carro fosse alterado ou destruído.

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