O disparo de chamadas automáticas, conhecidas como robocalls, continua crescendo no Brasil. Apenas nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, foram registradas quase 24 bilhões de ligações do tipo, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O volume equivale a 23 mil chamadas por segundo, um aumento de 12% em relação ao mesmo período de 2024.
Essas ligações, também chamadas de “ligações de curta duração”, geralmente duram menos de seis segundos e são realizadas por sistemas automatizados. O objetivo é confirmar que o número está ativo antes que atendentes humanos entrem em contato, economizando tempo e recursos para empresas de telemarketing.
Em muitos casos, no entanto, os números usados são virtuais e inexistentes, impossibilitando o retorno da ligação.
Apesar de parecerem inofensivas, as robocalls podem abrir caminho para fraudes. Algumas tentam enganar o usuário com promessas falsas, como prêmios de loteria ou promoções inexistentes.
Especialistas em crimes cibernéticos recomendam cautela: evitar atender chamadas de números desconhecidos, não interagir caso a ligação esteja muda e, sempre que possível, bloquear e denunciar esses números à Anatel ou aos órgãos de defesa do consumidor.
Estima-se que metade das 20 bilhões de ligações feitas mensalmente no país seja disparada por robôs. A Anatel segue monitorando a prática e recomenda que consumidores façam registros em plataformas de bloqueio, como o site Não Me Perturbe, para tentar reduzir o volume dessas chamadas indesejadas.
