Região Central: Enquanto a população de Choró convive com sérias dificuldades na saúde e clama por políticas públicas que melhorem sua qualidade de vida, a gestão interina do prefeito Paulo George de Sousa Saraiva, o Paulinho, parece seguir um caminho inverso às necessidades reais do município. A recente licitação no valor de R$ 1.010.399,15 (um milhão, dez mil, trezentos e noventa e nove reais e quinze centavos) para serviços gráficos acendeu um alerta na sociedade civil, que acompanha perplexa os rumos administrativos da cidade.
Entre os itens contratados com dinheiro público estão convites impressos que custarão R$ 13.176,00, além de chapéus personalizados no valor de R$ 9.855,00 – tudo isso em um município com pouco mais de 12 mil habitantes, segundo estimativa do IBGE para 2025. A gestão também planeja distribuir 2 mil agendas personalizadas, atingindo quase 20% da população, ao custo de R$ 37.260,00, além de adquirir 1.530 canetas personalizadas por R$ 6.120,00.
Choró vive um momento crítico. A população denuncia diariamente a precariedade nos serviços de saúde, a falta de medicamentos e o abandono de unidades básicas. Ainda assim, a prefeitura parece ter encontrado nas impressoras e brindes promocionais sua prioridade máxima. Em plena era digital, a gestão ainda aposta em panfletos informativos como forma de comunicação institucional, ignorando canais mais econômicos e eficientes.
A situação levanta questionamentos sérios sobre a responsabilidade e o bom senso na aplicação dos recursos públicos. Trata-se de um cenário em que a estética administrativa tem superado a ética da gestão pública. Em vez de atender à população com políticas sociais robustas, a prefeitura parece mais interessada em alimentar a máquina da propaganda e da vaidade institucional.
Em tempos em que se exige cada vez mais transparência, responsabilidade fiscal e respeito às reais urgências sociais, a atitude da gestão Paulinho soa como um deboche. Choró, um município pequeno e com grandes desafios, precisa de investimentos em infraestrutura, saúde, educação e desenvolvimento humano — não de chapéus, canetas e convites caros.
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