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Movimento grevista compromete atividades no campus da UFC em Quixadá

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Campi da Universidade Federal do Ceará, em Quixadá. Foto: divulgação

Quixadá: muito pouco está funcionando no campus de Quixadá da Universidade Federal do Ceará (UFC), em virtude da greve dos profissionais. Biblioteca, serviço de assistência social e até mesmo as mídias sociais, informaram a paralisação dos serviços.

No País como um todo, a greve começou no final de março e gradativamente foi ganhando força, mediante a adesão dos profissionais. Até a última sexta-feira (19) o movimento já abrangia mais de 50 universidade e 79 institutos federais, entre eles o de Quixadá, bem como a própria UFC.

Enquanto a mesa de negociações não avança, quem deseja manter a rotina acadêmica fica praticamente de mãos atadas. Quem precisa consultar algum livro ou fazer uma pesquisa, encontra a biblioteca do Campus da UFC de Quixadá fechada. A secretaria acadêmica funciona em horário reduzido: de 10h as 14h e das 15h às 19h, e o atendimento presencial do Núcleo de Atendimento Social – também está suspenso, exceto em casos de emergência.

O calendário do processo seletivo que analisa Auxílio Creche, Auxílio Moradia, Bolsa de Iniciação Acadêmica e Isenção da Taxa do Restaurante Universitário, também precisou ser suspenso por conta da greve, e até mesmo as redes sociais do Campus estão sem alimentação, porque o serviço preciso ser paralisado.

Ainda que carreguem respaldo fundamentado nas reivindicações, movimentos grevistas sempre trazem prejuízos, em função da paralisação total ou parcial de serviços, o que se resulta quase sempre como uma péssima saída. Na última sexta o Governo Lula sentou com os líderes do movimento e ofereceu um reajuste de 9%, a partir de janeiro de 2025, e de 3,5%, em maio de 2026, mas a categoria negou.

Além de reivindicar, inicialmente, uma recomposição salarial que varia de 22,71% a 34,32%, dependendo da categoria, os servidores pedem a reestruturação das carreiras da área técnico-administrativa e de docentes; a revogação de “todas as normas que prejudicam a educação federal aprovadas nos governos Temer e Bolsonaro”, bem como a recomposição do orçamento e o reajuste imediato dos auxílios e bolsas dos estudantes.

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