Quixadá: O prefeito de Quixadá, Ricardo Silveira, revelou que solicitou a administração da área correspondente ao açude Cedro em 2021, mas que teve o pedido negado pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), comparando a solicitação como deixar que americanos ficassem responsáveis pelo território da Amazônia.
A devolutiva do Dnocs à solicitação de Ricardo veio em 2021, quando, segundo o prefeito, ele teria feito o pedido mediante ofício, logo após assumir a gestão de Quixadá, em seu primeiro mandato. Em vídeo gravado em suas redes sociais, Ricardo Silveira disse que o pedido “era de para que a gente pudesse fazer um investimento, uma manutenção nessa parte que representa o maior símbolo do nosso município”.
Em resposta, o órgão que é até hoje responsável pela administração da área onde fica o açude Cedro, teria dito que a solicitação era descabida. Ricardo mostrou um trecho do documento onde o órgão afirma: “Seria, em modos comparativos, a mesma coisa que entregar o território da Amazônia brasileira para países estrangeiros realizar a sua administração”.
O prefeito de Quixadá relembrou o episódio essa semana, quando um motorista de um caminhão derrubou o pórtico que fica na entrada do açude do Cedro, destruindo toda a estrutura centenária. “Como prefeito, como representante do nosso município, nós estamos buscando alternativa para recuperrar esse espaço”, pontuou Ricardo Silveira.
Incidente
O incidente ocorreu na tarde da última quarta-feira (26). Paulo Roberto Lima, de 49 anos, dirigia o caminhão quando tentou passar pelo arco e derrubou a estrutura. Ele levava um conteiner da empresa MSC. O Dnocs afirmou em nota ao Revista Central que a empresa será responsabilizada pelas medidas de recuperação do pórtico.
O Revista Central revelou, com exclusividade, que Paulo Roberto teve a presença de álcool confirmada no sangue, após realizar um exame clínico na sede da Perícia Forense, em Quixeramobim. O motorista se recusou a fazer o teste do bafômetro no local, quando foi detido por equipes da Polícia Militar e levado à Delegacia de Quixadá.
