Região Central: Horas antes da abertura da quinta edição do Quixadá Junino, nesta quinta-feira, 16, flanelinhas já ocupavam ruas no entorno da Praça José de Barros utilizando cones, faixas e outros objetos para reservar vagas de estacionamento em vias públicas.
A prática, que se repete em grandes eventos da cidade, impede que motoristas utilizem livremente os espaços públicos e deve resultar na cobrança de valores considerados abusivos para que visitantes possam estacionar.
Outra reclamação frequente é que, após receberem o dinheiro dos motoristas, muitos flanelinhas deixam o local antes do fim da festa, abandonando os veículos sem qualquer vigilância. Assim, visitantes acabam pagando por um serviço que, muitas vezes, sequer é prestado.
Em 2025, a Câmara Municipal de Quixadá rejeitou um projeto de lei que proibia a reserva irregular de vagas com cones, cavaletes e outros obstáculos. A proposta também previa multas aos responsáveis e determinava que a fiscalização municipal retirasse imediatamente os objetos utilizados para interditar espaços públicos, especialmente durante eventos. Com a rejeição do projeto, o problema volta a ser registrado no Quixadá Junino.
Moradores defendem que a Prefeitura de Quixadá intensifique a fiscalização durante os dias do evento, garantindo o livre acesso às vagas públicas, retirando os obstáculos colocados irregularmente e impedindo que particulares se apropriem de espaços que pertencem à coletividade.
