Região Central: Municípios do Sertão Central estão entre aqueles que devem sentir com mais intensidade os efeitos do calor e da redução da umidade nos próximos três meses. A previsão é do novo Boletim Agroclimático elaborado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em parceria com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) e o CPTEC/INPE, que aponta temperaturas acima da média e chuvas escassas entre julho e setembro.
De acordo com o estudo, a região deverá registrar uma das maiores perdas de água no solo já neste mês de julho. O Sertão Central aparece ao lado do Centro-Sul e do Vale do Jaguaribe entre as áreas com maior déficit hídrico, cenário que tende a se intensificar até setembro, quando a falta de água poderá ultrapassar os 100 milímetros.
A Funceme destaca que a persistência do fenômeno El Niño contribui para esse quadro, favorecendo temperaturas mais elevadas e reduzindo a formação de chuvas sobre o Ceará. A previsão indica que as temperaturas permanecerão acima da média climatológica em todo o Estado durante o trimestre.
A redução da umidade do solo também preocupa. Segundo o boletim, os níveis de armazenamento de água devem cair progressivamente ao longo dos próximos meses, comprometendo o desenvolvimento de culturas agrícolas que dependem exclusivamente das chuvas e aumentando a necessidade de irrigação.
Diante desse cenário, os órgãos de monitoramento orientam produtores rurais a reforçarem o planejamento para o período de estiagem, especialmente no manejo das reservas de água e da alimentação do rebanho. A expectativa é de que os impactos sejam mais sentidos nas áreas de agricultura de sequeiro, predominantes no interior cearense.
