Pelo menos 164 pessoas morreram e outras 971 ficaram feridas após dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 atingirem a Venezuela na noite de quarta-feira (24). Os abalos ocorreram com menos de um minuto de diferença e provocaram ao menos 20 réplicas nas horas seguintes, ampliando o cenário de destruição em diferentes regiões do país.
Na capital, Caracas, edifícios desabaram e equipes de resgate seguem atuando na busca por vítimas sob os escombros. Diante da gravidade da situação, a presidente Delcy Rodríguez decretou estado de emergência em todo o território venezuelano e suspendeu as aulas e os serviços considerados não essenciais para concentrar os esforços no atendimento às vítimas.
Os trabalhos de resgate e de buscas por vítimas tiveram início durante a madrugada, e o número de mortos vai aumentando conforme o governo venezuelando confirma as novas atualizações. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) alertou que o número de vítimas pode ficar entre 10 mil e 100 mil pessoas, além de danos extensos em uma ampla área do território venezuelano.
A tragédia mobilizou uma corrente internacional de ajuda humanitária e militar. Espanha, França, Alemanha e Estados Unidos anunciaram o envio de equipes e assistência ao país. No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou que determinou ao Ministério das Relações Exteriores uma avaliação conjunta com a embaixada brasileira em Caracas para definir as medidas de apoio que poderão ser oferecidas à população venezuelana.
As operações de resgate continuam em diversas cidades atingidas, enquanto autoridades monitoram novas réplicas e trabalham para restabelecer serviços essenciais nas áreas afetadas.
Texto autoral feito a partir de informações do G1, Folha de São Paulo e Estadão
