O desaparecimento da psicóloga cearense Vitória Figueiredo Barreto completa três meses nesta quarta-feira (3), sem que as autoridades britânicas tenham divulgado novas informações sobre o caso. A brasileira foi vista pela última vez entre os dias 3 e 4 de março, na Inglaterra, e segue desaparecida.
A investigação é conduzida pela Polícia de Essex, que encerrou as buscas físicas em 20 de março para concentrar esforços na análise de evidências e na obtenção de novas informações. A última atualização oficial ocorreu em 5 de maio, quando os investigadores pediram que moradores verificassem garagens, galpões e outros locais onde Vitória poderia ter buscado abrigo. Desde então, não houve novos comunicados.
A mãe da psicóloga, Gleyz Barreto, viajou ao Reino Unido para acompanhar o andamento das investigações, mas retornou ao Brasil em abril. O namorado de Vitória, que permaneceu na Inglaterra por mais tempo, também já voltou ao país.
Segundo familiares, a polícia conseguiu acessar parte dos dados bancários da brasileira. No entanto, as informações analisadas não apontaram pistas sobre seu paradeiro. As últimas movimentações financeiras registradas ocorreram justamente no dia do desaparecimento, quando ela comprou um café e pagou uma passagem de ônibus.
Na tentativa de manter o caso em evidência, amigos e familiares divulgaram, no início de maio, um perfil em redes sociais criado por moradores da comunidade de Brightlingsea, cidade por onde Vitória passou pouco antes de desaparecer.
De acordo com relatos de pessoas próximas à investigação, uma das principais linhas de apuração considera a possibilidade de que a psicóloga esteja em terra firme. Entre as hipóteses analisadas está a de que ela possa ter encontrado alguém enquanto se encontrava em situação de vulnerabilidade.
Últimos passos registrados
Natural de Fortaleza, Vitória estava na Inglaterra após participar de atividades acadêmicas e desenvolver pesquisas ligadas à Universidade de Essex. No dia 3 de março, ela deixou o campus universitário, localizado em Colchester, e embarcou em um ônibus com destino à cidade costeira de Brightlingsea.
Imagens de câmeras de segurança registraram a psicóloga em diferentes pontos da região. Os investigadores afirmam que ela foi vista atravessando uma área rural durante a tarde do dia 3 de março e, horas depois, já na madrugada do dia 4, caminhando próximo a uma área industrial e ao estaleiro da cidade. Esse é o último registro conhecido de Vitória.
Uma das hipóteses consideradas pelas autoridades é que ela tenha utilizado uma embarcação encontrada à deriva no dia seguinte ao desaparecimento, próximo ao litoral de Bradwell-on-Sea. Apesar disso, a polícia nunca confirmou qual teria sido o destino da brasileira.
Viagem acadêmica
Vitória estava fora do Brasil desde janeiro. Antes de chegar ao Reino Unido, participou de um congresso e de cursos no Marrocos. Na Inglaterra, permaneceu hospedada na casa de amigos enquanto buscava oportunidades acadêmicas e pretendia ingressar em um programa de doutorado.
Nos dias que antecederam o desaparecimento, ela trabalhava em um projeto de pesquisa com uma amiga brasileira ligada à Universidade de Essex. As duas almoçaram juntas no dia 3 de março e combinaram de se reencontrar mais tarde, mas Vitória não apareceu.
A mãe da psicóloga relatou que a filha demonstrava sinais de forte cansaço e estresse na última conversa telefônica entre as duas. Segundo Gleyz Barreto, a filha afirmou estar muito cansada após semanas de compromissos acadêmicos e viagens internacionais. Pouco depois, a ligação foi encerrada, tornando-se o último contato conhecido entre mãe e filha.
Essa versão foi reescrita de forma original, com estrutura jornalística e sem reproduzir trechos do texto-fonte.
