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Quixadá: quase 20% dos domicílios estão em áreas de risco de inundação, aponta Sistema Nacional

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5 mil imóveis correm risco de inundação em Quixadá (foto: arquivo RC)

Região Central — Dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico-SINISA revelam um cenário preocupante para a população de Quixadá, especialmente diante do avanço da construção civil em áreas próximas ao Rio Sitiá, muitas vezes sem medidas adequadas de contenção.

Segundo o levantamento, dos 36.669 domicílios do município, cerca de 5 mil estão situados em áreas com risco de inundação — o equivalente a 19,2% das residências. O percentual é significativamente superior à média estadual do Ceará, que é de 2,2%, e também à média nacional, de 4,3%, evidenciando a vulnerabilidade local.

O relatório aponta que falhas nos sistemas de drenagem urbana e no manejo das águas pluviais podem gerar impactos diretos na vida da população, especialmente em regiões urbanizadas de forma acelerada e sem planejamento adequado. Nos últimos cinco anos, Quixadá registrou 13 ocorrências de enxurradas, inundações ou alagamentos, reforçando o histórico recente de problemas relacionados ao escoamento de águas.

Outro dado relevante diz respeito à infraestrutura: apenas 71,9% das vias públicas urbanas contam com redes subterrâneas de drenagem pluvial, índice considerado insuficiente para suportar períodos de chuvas intensas.

Nos últimos anos, a autorização de novos loteamentos em áreas suscetíveis a alagamentos tem ampliado ainda mais o risco. Especialistas alertam que, em anos de chuvas acima da média, os impactos podem atingir milhares de moradores, agravando prejuízos materiais e colocando vidas em risco.

A situação levanta questionamentos sobre a responsabilidade no processo de expansão urbana do município e a necessidade de políticas públicas mais rigorosas de planejamento, fiscalização e investimento em infraestrutura de drenagem. Enquanto isso, moradores das áreas mais vulneráveis seguem expostos às consequências de um problema que tende a se intensificar com o passar do tempo.

Os dados estão no mapeamento nacional do SINISA

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