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‘Se morrer, morre magro’: canetas emagrecedoras são vendidas ilegalmente via redes sociais no Ceará

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A comercialização clandestina de medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras tem se espalhado pelas redes sociais no Ceará, levando autoridades de saúde e segurança a reforçar operações e alertar a população sobre os riscos à saúde e à legislação.

Nos últimos meses, perfis em plataformas como Instagram e WhatsApp foram identificados divulgando esses medicamentos sem autorização legal, muitas vezes com promessas atrativas de emagrecimento e preços que variam de cerca de R$150 até R$1.400 por dose.

A venda dos produtos fora de estabelecimentos regulados fere as regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que só permite a comercialização desses medicamentos com retenção de receita médica em farmácias autorizadas.

Em janeiro, a Polícia Civil do Ceará (PC-CE) efetuou prisões relacionadas ao comércio ilegal desses medicamentos. Em Fortaleza, um homem de 30 anos foi detido com dezenas de ampolas, seringas e materiais de venda no bairro José de Alencar. A investigação apontou que parte do material estava sendo destinada à entrega a compradores na região.

Casos anteriores também mostram que a prática não é isolada: em Cascavel, uma mulher de 35 anos foi presa em 2025 por vender doses adquiridas de maneira irregular e revendê-las pela internet, sendo autuada por receptação qualificada, exercício ilegal da medicina e venda de produtos farmacêuticos sem autorização.

Riscos à saúde e advertências

Autoridades de saúde reforçam que o uso desses medicamentos sem acompanhamento médico pode trazer sérios efeitos adversos — especialmente quando as substâncias não passam por fiscalização adequada ou vêm de fontes duvidosas. Recentes alertas da Anvisa destacam o aumento de notificações de eventos adversos, incluindo casos de pancreatite aguda relacionados ao uso indiscriminado desses produtos.

Especialistas afirmam que a combinação de perda de peso rápida, doses inadequadas e a ausência de acompanhamento clínico expõe usuários a riscos substanciais, uma vez que não é possível verificar a composição ou a qualidade do que é vendido por canais não oficiais.

Ações e orientações

Em resposta, órgãos de fiscalização e polícia intensificam as ações de combate ao comércio ilegal, além de reforçar campanhas de informação para que consumidores não comprem medicamentos por meio de redes sociais, sites não verificados ou grupos de mensagens.

A recomendação das autoridades é que a população sempre procure orientação médica e adquira tratamentos apenas em estabelecimentos autorizados com acompanhamento profissional.

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