Um levantamento do Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), revelado nesta segunda-feira (11) pelo jornal Diário do Nordeste, aponta que pelo menos 16 municípios cearenses terão prejuízos significativos no agronegócio com a entrada em vigor da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos.
A sobretaxa, determinada pelo governo norte-americano, atinge três categorias: pescados; cera de carnaúba; e água de coco, castanha, mel e melão. Somadas, essas cidades exportaram pouco mais de US\$ 64,7 milhões (cerca de R\$ 350 milhões) desses produtos no primeiro semestre de 2025.
De acordo com o estudo, os municípios mais afetados no primeiro semestre de 2025 são esses:
- Fortaleza: US$ 17.076.373
- Paraipaba: US$ 8.591.267
- Aquiraz: US$ 6.990.458
- Aracati: US$ 6.187.947
- Camocim: US$ 6.154.938
- Acaraú: US$ 5.391.458
- Itarema: US$ 3.795.844
- Crato: US$ 2.614.350
- Eusébio: US$ 2.599.415
- Russas: US$ 2.379.433
- Icapuí: US$ 1.671.247
- Itapipoca: US$ 288.414
- Marco: US$ 197.100
- Pereiro: US$ 180.114
- Juazeiro do Norte: US$ 103.682
- Palhano: US$ 94.394
Fortaleza lidera em valores, com US$ 17 milhões, sendo quase US\$ 9 milhões apenas em pescados. No grupo água de coco, castanha, mel e melão, a capital ocupa a terceira posição, com cerca de US$ 6 milhões, e ainda figura na quarta colocação entre as exportadoras de cera de carnaúba.
Paraipaba aparece em segundo lugar no ranking geral em exportações de coco no período, enquanto Itarema concentra 33,8% das vendas de cera de carnaúba para os EUA, somando US$ 11,2 milhões em perdas. No setor de pescados, Camocim é o segundo município mais impactado, com 27,8% da participação estadual.
Segundo a Fiec, até junho de 2025, 49% das exportações cearenses de pescados e de água de coco, castanha, mel e melão tiveram como destino o mercado norte-americano, movimentando de US$ 22,5 a US$ 32,9 milhões, respectivamente.
