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Polícia Civil indicia namorado de Isabelle Caracristi por violência psicológica e obstrução de Justiça

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A Polícia Civil do Ceará indiciou João Munhoz Neto por violência psicológica e obstrução de Justiça no inquérito que apura a morte da universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos. A informação foi divulgada pela TV Verdes Mares. O indiciamento ocorre durante a fase de investigação e não representa uma condenação.

Segundo a investigação, testemunhas relataram que João apresentava comportamento controlador no relacionamento e teria restringido a liberdade e a rotina de Isabelle. A polícia também aponta que ele teria tentado localizar o celular da jovem após a morte, chegando a vasculhar lixeiras do condomínio com auxílio do porteiro. Ainda conforme a apuração, ele teria pedido que familiares da vítima não entrassem no prédio naquela noite.

A defesa de João nega as acusações. Em nota, os advogados afirmaram que ele colaborou com as autoridades e disponibilizou o telefone do irmão para a polícia e para a perícia. Sobre a violência psicológica, classificaram o indiciamento como “um completo absurdo” e sustentaram que João sempre tratou Isabelle com carinho e afeto.

Isabelle foi encontrada morta no dia 13 de setembro, no condomínio onde morava com João, em Fortaleza. O caso ganhou repercussão após a mãe da jovem publicar um vídeo nas redes sociais cobrando esclarecimentos sobre a morte da filha.

João chegou a ficar preso por cerca de dez dias sob suspeita de violência psicológica e indução ao suicídio. Ele deixou a prisão no dia 1º de outubro, após a Justiça revogar a prisão preventiva. Entre as medidas cautelares determinadas estão o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de deixar a comarca e a obrigação de manter distância dos familiares de Isabelle.

Durante a investigação, a Polícia Civil informou ter ouvido 28 pessoas e realizado 13 análises periciais, com participação de 20 peritos e auxiliares. Mais de 700 vídeos também foram analisados pelas equipes responsáveis pelo caso. O crime de indução ao suicídio, que havia motivado a prisão, não consta entre os delitos pelos quais João foi indiciado até o momento.

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