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PF investiga grupo suspeito de fraudar a contratação de cartões de crédito da Caixa Econômica

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Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência dos investigados. — Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (29), a Operação Cartão Família, com o objetivo de desarticular um grupo suspeito de fraudar a emissão de cartões de crédito da Caixa Econômica Federal no Ceará. De acordo com a investigação, as ações criminosas ocorreram entre janeiro e abril de 2024 e resultaram em um prejuízo superior a R$ 637 mil para a instituição financeira.

O esquema foi descoberto a partir de um alerta emitido pela Centralizadora de Segurança em Cartão de Crédito (CECAC) da Caixa, que identificou movimentações suspeitas em contratações. As apurações revelaram que houve ao menos 86 solicitações fraudulentas que permitiram a emissão de 336 cartões de crédito. Para concretizar a fraude, o grupo falsificava documentos, utilizava dados de terceiros e alterava cadastros de clientes para garantir que os cartões fossem enviados a endereços previamente escolhidos.

Uma vez em posse dos cartões, os suspeitos realizavam desbloqueios por meio de telefones vinculados a contas bancárias e chaves PIX, e logo em seguida os utilizavam em compras em estabelecimentos suspeitos, localizados em diferentes municípios cearenses. A Polícia Federal aponta que a organização pode ter como núcleo integrantes de uma mesma família, o que reforça a hipótese de uma atuação em conjunto e de forma estruturada.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, foram recolhidos celulares, chips de telefonia, cartões de crédito irregulares, cheques e documentos pertencentes a terceiros, além de outros materiais que servirão para aprofundar a investigação. Esses elementos reforçam a suspeita de que os investigados usavam informações pessoais de vítimas para viabilizar os pedidos ilegais.

Os envolvidos poderão responder por crimes como estelionato contra instituição financeira, associação criminosa, falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas previstas podem ultrapassar 30 anos de prisão. A Polícia Federal continuará analisando o material apreendido para identificar outros possíveis integrantes do esquema e esclarecer a dimensão completa da fraude.

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