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Mulher de 21 anos é indiciada pela polícia após chamar madrasta de “macaca”, em Quixeramobim

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Expressões como “negra”, “macaca” e outras palavras depreciativas teriam ocorrido de forma verbal (foto: reprodução).

Região Central: Uma briga familiar registrada em Quixeramobim, terminou com uma jovem de 21 anos indiciada por injúria racial após ofensas contra a própria madrasta. O caso foi investigado pela Delegacia de Polícia Civil do município.

De acordo com a Polícia Civil, a vítima, uma mulher de 55 anos, relatou que estava na condição de acompanhante de um familiar internado no Hospital Dr. Pontes Neto, quando a enteada chegou ao local durante o horário de visitas. Ao avistar a madrasta, a jovem teria iniciado uma série de ofensas verbais com conteúdo discriminatório.

Segundo escreveu delegado Willian Lopes no inquérito, responsável pelo caso, a investigada teria utilizado expressões como “negra”, “macaca” e outras palavras depreciativas. Ainda conforme o relato da vítima, a jovem também afirmou que preferia quando o pai “convivia com uma loira e não com uma negra macaca”.

A vítima afirmou que as palavras provocaram humilhação pública, choro e abalo emocional, uma vez que a situação ocorreu dentro da unidade hospitalar, na presença de outras pessoas.

Publicações em rede social

Ainda segundo a investigação, a jovem também teria utilizado uma rede social para publicar uma fotografia da vítima ao lado do companheiro, acompanhada de legenda ofensiva. Na postagem, ela teria chamado a madrasta de “bruxa” e utilizado outras mensagens depreciativas.

A mulher reafirmou em depoimento todos os fatos registrados no boletim de ocorrência e relatou que, após o episódio no hospital, procurou apoio da equipe da unidade de saúde e posteriormente se dirigiu à delegacia para registrar a ocorrência.

Testemunha confirma histórico de conflito

Uma testemunha ouvida pela Polícia Civil confirmou que existe histórico de conflitos familiares. Em depoimento, afirmou que a jovem nunca teria aceitado o relacionamento do pai com a vítima e que, em outras ocasiões, já teria proferido ofensas relacionadas à cor da pele da madrasta, mencionando expressões racistas.

A testemunha também disse ter tomado conhecimento de que, no hospital, as ofensas de cunho racial teriam se repetido.

Defesa nega acusações

Em seu depoimento à polícia, a filha do marido da vítima negou as acusações. Ela confirmou que esteve no hospital na data citada, mas afirmou que a visita era para ver o avô internado e negou ter feito ofensas raciais ou qualquer outro tipo de xingamento contra a madrasta.

A jovem acrescentou ainda que realiza acompanhamento psiquiátrico e recebe benefício assistencial, mas não detalhou qual seria o diagnóstico.

Indiciamento

Após a conclusão do procedimento investigativo, o delegado indiciou a jovem por injúria racial, crime previsto na legislação brasileira que pode resultar em pena de 2 a 5 anos de prisão, além do crime de injúria, previsto no Código Penal, cuja pena varia de um a seis meses de detenção.

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