O Ministério da Saúde confirmou a identificação de um caso do subclaso K da Influenza A (H3N2) em amostras analisadas no estado do Pará. A informação consta no Informe de Vigilância das Síndromes Gripais, divulgado pela pasta. No mesmo relatório, também foi detectado o subclado J.2.4 do vírus.
O documento também aponta crescimento ou manutenção das hospitalizações por Influenza A nas últimas semanas em vários estados brasileiro, incluindo o Ceará.
Segundo o ministério, essas variantes já circulavam em países da América do Norte, Europa e Ásia antes de serem registradas no Brasil. A pasta esclarece que o aumento da circulação da Influenza A (H3N2) no país ocorreu antes da identificação dos subclados, o que indica que a elevação dos casos não está diretamente associada às novas variantes.
Em epidemiologia, subclado é quando um vírus sofre muitas mutações durante sua circulação. Essas mudanças não significam que seja um “novo vírus”, trata-se, na verdade de uma espécie de mutações genéticas formadas ao longo do tempo que alteraram o “formato” original do vírus.
Apesar da confirmação do subclado K, o Ministério da Saúde informa que não há evidências de maior gravidade clínica associada a essas variantes.
A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertam que a próxima temporada de gripe nas Américas pode começar mais cedo em 2026 e apresentar maior impacto. O aviso se baseia em dados recentes da OMS que indicam aumento da circulação global do vírus influenza, com predominância do Influenza A (H3N2).
