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Mestre da Cultura dança em hospital de Quixeramobim após se recuperar de AVC

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Paciente precisou ser internado no Hospital Regional do Sertão Central (Foto: Sesa)

Quixeramobim: Uma cantoria de música regional rompeu por alguns minutos o silêncio comum aos leitos do Hospital Regional do Sertão Central (HRSC), graças a um paciente ilustre: Vicente das Chagas Gondim, que é Mestre da Cultura de Reisado de Caretas e Bumba-meu-boi do Ceará desde 2006. Ele precisou se internar na unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) em Quixeramobim, depois de sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Com a recuperação, o paciente fez demonstrações de suas danças para a equipe que cuidava dele.

Vicente das Chagas é procedente de Guaramiranga, no Maciço de Baturité. “Eu tava lá em casa ligando uma água, aí passou aquele negócio, assim, uma passagenzinha, sabe?”, conta. Uma pessoa que passava perto da casa onde ele mora notou que o Mestre estava passando mal e ofereceu ajuda. A família dele afirma que este foi seu segundo AVC.

Graças ao êxito da equipe de AVC do HRSC, reconhecida internacionalmente através de 17 certificações do Projeto Angels Awards, Vicente se recuperou e no início desta semana recebeu alta. Há 18 anos ele carrega o título de Mestre em Reisado e é um dos poucos que mantém a tradição viva em Guaramiranga e na região do Maciço.

“Eu me tornei mestre da cultura fazendo trabalho, né? O pessoal me chamava pra fazer apresentação em todo canto: Quixadá, Juazeiro do Norte, Crato, Sobral. O pessoal me perguntava: Seu Vicente, como o senhor aprendeu a dançar desse jeito? Eu disse, eu aprendi brincando!”, diz. A irreverência de Vicente contagiou a equipe do HRSC e os colegas de enfermaria.

Leonardo Miranda, diretor da gestão do cuidado do HRSC, comenta que a reação do Mestre é uma demonstração do cuidado que a unidade tem com os pacientes. O diretor completa que é como se, mesmo internados, eles se sentissem em casa. “A assistência prestada no hospital tem essa característica do cuidado centrado no paciente, baseado no respeito e bom acolhimento, tornando possível situações como a do Seu Vicente, que teve o processo de reabilitação fortalecido pela manifestação da sua cultura”, diz.

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