Lar Ceará Levantamento da CGU mostra que mais de 13 mil cearenses considerado “ricos” pediram Auxílio Emergencial
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Levantamento da CGU mostra que mais de 13 mil cearenses considerado “ricos” pediram Auxílio Emergencial

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INvestigação mira quem teria solicitado o Auxílio de forma indevida (Foto: Agência Brasil)CGU

Uma nova investigação na base de dados da Receita Federal constatou que o Ceará tem mais de 13 mil pessoas com poder aquisitivo financeiro alto e que, mesmo assim, solicitaram o auxílio emergencial de R$ 600 pagos pelo Governo Federal. Os dados foram obtidos pela Controladoria Geral da União (CGU) em mais uma fase do processo de mapeamento que investiga irregularidades no pagamento do Auxílio a cidadãos cearenses.

No total, o órgão encontrou 13.727 cadastros de pessoas que a CGU classificou por possuir “sinais exteriores de riqueza”. Somente para estas pessoas, o prejuízo com o pagamento das três primeiras parcelas pode ser superior a R$ 9 milhões. Entre os inseridos na condição de riqueza estão 4.260 cadastros de empresários que possuem empresas em funcionamento com mais de cinco empregados, 7.844 pessoas que possuem em seu nome automóvel avaliado em valor superior a R$ 60 mil e até 1.084 brasileiros que possuem proirpedade particular em países do exterior.

O levantamento da CGU tem um alto grau de precisão, já que é feito a partir do CPF dos beneficiários e que pode estar em cadastro de compras e negociações. Esse detalhamento revelou a lista dos mais de 13 mil beneficiados com o cadastro aprovado para receber o auxílio emergencial, já possuem em seu nome bens de alto valor como lancha, iates e carros de luxo. Há até pessoas que teriam feito doação superior a R$ 10 mil para a campanha política de candidatos no último pleito de 2018.

De acordo com o órgão as pessoas já foram notificadas das irregularidades cometidas desde o fim do mês passado e foram orientadas a devolver os valores correspondente à quantidade de parcela de R$ 600 que já sacaram. Mesmo após confirmado o pagamento de mais duas parcelas pelo Governo Federal, estas pessoas não poderão sacar o dinheiro, porque os cadastros feitos no aplicativo CaixaTEM foram já bloqueados. O Ministério Público do Ceará (MPCE) também deve acompanhar o caso e as pessoas que não devolverem os valores poderão responder por crimes de falsidade ideológica.

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