
Morreu, aos 97 anos, nesta quinta-feira (3), o jornalista e locutor Cid Moreira, ícone do telejornalismo brasileiro e uma das vozes mais memoráveis da televisão. Internado com pneumonia em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, Moreira não resistiu após semanas de tratamento.
Com uma trajetória que começou no rádio, ele consolidou sua carreira ao se tornar o rosto e a voz do Jornal Nacional, da TV Globo, onde esteve por 26 anos. Sua voz grave e inconfundível logo se destacaram, tornando-o o principal nome do telejornal que foi o primeiro a ser transmitido em rede para todo o País.
Entre 1969 e 1996, Cid apresentou mais de 8 mil edições do telejornal, no qual desenvolveu um estilo de apresentação sóbrio e altamente respeitado pelo público. Deixou sua marca em coberturas históricas como a chegada do homem à Lua, o movimento Diretas Já e a redemocratização do Brasil.
Um dos seus projetos mais icônicos na televisão foi a narração do quadro de Mister M., no final da década de 90 no Fantástico. Cid dava a entonação perfeita aos textos escritos por Luiz Petry. Mais tarde, usaria a mesma narrativa no quadro do parapsicólogo “Padre Quevedo: o caçador de enigmas”.
Nascido em Taubaté, São Paulo, em 1927, Cid Moreira iniciou sua carreira aos 17 anos como locutor de rádio, trabalhando em diversas emissoras antes de ingressar na televisão.
Cid também emprestou sua voz a outras produções, como documentários e gravações da Bíblia, projeto que abraçou nos últimos anos, se tornando uma referência na narração de textos religiosos.
