Lar Quixadá Grupo de sergipanos suspeito de golpes no comércio de Quixadá usava robô para clonar cartões de crédito
Quixadá

Grupo de sergipanos suspeito de golpes no comércio de Quixadá usava robô para clonar cartões de crédito

203
Material como roupas, uma arma, celulares e máquina de cartão, foi apreendido com o grupo que estava hospedado em um hotel (Foto: Divulgação CPRaio Quixadá)

Quixadá: Foi utilizando um robô que um grupo de seis suspeitos de estelionato agiu contra lojas do comércio de Quixadá, gerando um prejuízo de cerca de R$ 30 mil. O grupo atuava principalmente em lojas de roupas, mas também chegou a aplicar os golpes em uma concessionária de veículos e um depósito de bebidas.

As informações foram obtidas com exclusividade pelo Revista Central junto a uma fonte da Polícia Militar, que atuou na apreensão dos suspeitos. O crime foi descoberto após a prisão do grupo, no último dia 6 de maio, em um hotel no bairro Jardim dos Monólitos em Quixadá, mas só agora o modus operandi do grupo foi revelado. Na época, roupas, celulares e um revólver foi apreendido. O material estava avaliado em R$ 22 mil.

De acordo com a fonte, todo o golpe ocorria de forma virtual. Com o auxílio de uma espécie de robô, clones de cartões de crédito eram gerados para ser utilizados nas compras que os suspeitos faziam nas lojas de Quixadá. O processo era todo feito à distância, utilizando o cartão virtual que eles mesmo fabricavam.

Ainda segundo a fonte o grupo era liderado por quatro sergipanos que moravam em Aracajú, mas havia dois quixadaenses que participavam do esquema. Eles tinham a missão de ir nas lojas e descobrir quais delas aceitavam compras a distância, onde o cliente faz o pedido e a loja manda o link do pagamento, que seria feito com o preenchimento das informações dos cartões virtuais clonados.

Um policial militar que atuou na prisão do grupo revelou que “é um grupo pesado”. Depois que o robô gerava os cartões, “eles iam aplicando nos comerciantes”. O golpe era concluído quando depois de processarem a compra, “a operadora cancelava depois que eles pegavam a mercadoria”, deixando o comerciante no prejuízo.

No quarto de hotel onde os seis suspeitos foram presos em maio, a Polícia Civil e Militar apreendeu três sacos de roupa que estavam avaliados em R$ 22 mil. Mas conforme a fonte, o grupo pretendia aplicar o esquema em outras lojas, e até em uma concessionária para comprar uma moto. “Tentaram comprar uma moto, mas não deu certo porque a gerente desconfiou, e em um depósito eles compraram umas bebidas”.

O Revista Central entrou em contato com o delegado titular da Delegacia Regional de Polícia Civil de Quixadá, William Lopes, para saber como anda o inquérito que foi aberto para investigar o grupo, mas em função do regime de feriado e ponto facultativo decretado nos órgãos e repartições públicas do estado, o inquérito não pode ser acessado para que novas informações fossem repassadas

Artigos relacionados

QuixadáÚltimas notícias

Estudantes da rede municipal de Quixadá voltam às aulas na segunda-feira (3)

Os estudantes da rede municipal de ensino de Quixadá retornam às salas...

QuixadáÚltimas notícias

Morre Benjamim Diógenes, filho da chefe de gabinete de Quixadá, Lorena Amorim

Quixadá: morreu nesta quarta-feira (29) Antônio Benjamim Amorim Diógenes, filho da chefe...

QuixadáÚltimas notícias

Caso Barroso e relatos de avistamento de OVNIs transformaram Quixadá na capital da ufologia

Quixadá: basta virar uma esquina andando pelas ruas de Quixadá que, com...

QuixadáÚltimas notícias

Projeto desenvolvido na UFC de Quixadá para pessoas com Parkinson conquista prêmio nacional

Um projeto desenvolvido por estudantes e pesquisadores do campus da Universidade Federal...