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Grupo de sergipanos suspeito de golpes no comércio de Quixadá usava robô para clonar cartões de crédito

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Material como roupas, uma arma, celulares e máquina de cartão, foi apreendido com o grupo que estava hospedado em um hotel (Foto: Divulgação CPRaio Quixadá)

Quixadá: Foi utilizando um robô que um grupo de seis suspeitos de estelionato agiu contra lojas do comércio de Quixadá, gerando um prejuízo de cerca de R$ 30 mil. O grupo atuava principalmente em lojas de roupas, mas também chegou a aplicar os golpes em uma concessionária de veículos e um depósito de bebidas.

As informações foram obtidas com exclusividade pelo Revista Central junto a uma fonte da Polícia Militar, que atuou na apreensão dos suspeitos. O crime foi descoberto após a prisão do grupo, no último dia 6 de maio, em um hotel no bairro Jardim dos Monólitos em Quixadá, mas só agora o modus operandi do grupo foi revelado. Na época, roupas, celulares e um revólver foi apreendido. O material estava avaliado em R$ 22 mil.

De acordo com a fonte, todo o golpe ocorria de forma virtual. Com o auxílio de uma espécie de robô, clones de cartões de crédito eram gerados para ser utilizados nas compras que os suspeitos faziam nas lojas de Quixadá. O processo era todo feito à distância, utilizando o cartão virtual que eles mesmo fabricavam.

Ainda segundo a fonte o grupo era liderado por quatro sergipanos que moravam em Aracajú, mas havia dois quixadaenses que participavam do esquema. Eles tinham a missão de ir nas lojas e descobrir quais delas aceitavam compras a distância, onde o cliente faz o pedido e a loja manda o link do pagamento, que seria feito com o preenchimento das informações dos cartões virtuais clonados.

Um policial militar que atuou na prisão do grupo revelou que “é um grupo pesado”. Depois que o robô gerava os cartões, “eles iam aplicando nos comerciantes”. O golpe era concluído quando depois de processarem a compra, “a operadora cancelava depois que eles pegavam a mercadoria”, deixando o comerciante no prejuízo.

No quarto de hotel onde os seis suspeitos foram presos em maio, a Polícia Civil e Militar apreendeu três sacos de roupa que estavam avaliados em R$ 22 mil. Mas conforme a fonte, o grupo pretendia aplicar o esquema em outras lojas, e até em uma concessionária para comprar uma moto. “Tentaram comprar uma moto, mas não deu certo porque a gerente desconfiou, e em um depósito eles compraram umas bebidas”.

O Revista Central entrou em contato com o delegado titular da Delegacia Regional de Polícia Civil de Quixadá, William Lopes, para saber como anda o inquérito que foi aberto para investigar o grupo, mas em função do regime de feriado e ponto facultativo decretado nos órgãos e repartições públicas do estado, o inquérito não pode ser acessado para que novas informações fossem repassadas

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