Eleições 2026: 48 horas após o resultado que definiu sua derrota nas eleições, o ex-governador Ciro Gomes (PSDB) rompeu o silêncio. Em carta publicada nas redes sociais nesta terça-feira (6), Ciro afirmou que o sentimento dele é de que “fomos roubados”. Ao G1 a assessoria de imprensa do candidato afirmou que ele pedirá a anulação do pleito.
Foi a primeira manifestação pública do candidato após a votação do último domingo (4). Elmano de Freitas (PT) foi reeleito já no primeiro turno, com 2.875.573 votos (53,19%). Ciro recebeu 2.498.891 votos (46,22%). A diferença entre os dois foi de cerca de 376 mil votos.
Na carta, intitulada “Manifesto ao povo cearense”, Ciro agradeceu os eleitores e disse que o resultado não reflete a vontade da maioria. O tucano atribuiu a derrota principalmente a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o tempo de propaganda eleitoral de Elmano.
Segundo Ciro, o ministro Dias Toffoli, do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi responsável por uma “fraude final”. Ele afirmou que Toffoli autorizou mais de 900 comerciais do governador na sexta-feira (2) e no sábado (3), dias em que, segundo o candidato, a lei veda a propaganda.
Toffoli garantiu a Elmano 30 segundos a mais por inserção do que o previsto para a coligação do petista. Esses segundos haviam sido retirados do governador pela Justiça Eleitoral cearense, como punição pela propaganda “Cironaro”, que associava Ciro ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A Justiça Eleitoral do Ceará entendeu que a peça criava falsa equivalência entre os dois políticos. A decisão foi derrubada no TSE.
No manifesto, Ciro também afirmou que não cumprimentou o governador reeleito e que ele e “sua organização criminosa tomaram as eleições”. O candidato disse ter concordado com uma “reclamação à justiça”, mas declarou não acreditar nela. Com o resultado, Ciro acumula a terceira derrota seguida em disputas eleitorais.
