A estudante de Medicina Vitória Caroline Marangoni Schneider, de 29 anos, foi presa após atropelar e matar o aposentado Odair Brustolin, de 68 anos, durante uma confusão em um condomínio residencial de Porto Velho (RO). O caso aconteceu na última terça-feira (30) e, segundo a investigação, teve início após a jovem bater o carro no portão de entrada do condomínio onde mora.
De acordo com testemunhas, o impacto chamou a atenção dos moradores, que saíram de suas casas para verificar o que havia acontecido. Entre eles estava Odair Brustolin, acompanhado de familiares. Segundo a defesa da família da vítima, não havia qualquer vínculo entre o idoso e a estudante antes daquele momento.
Conforme a petição apresentada pela família à Justiça, após a colisão, Vitória passou a agir de forma agressiva. O documento afirma que ela arremessou garrafas em direção à residência de Odair e foi até o local onde ele e outros moradores estavam reunidos. Ainda segundo a petição, durante a discussão, a estudante teria exigido que o idoso se ajoelhasse e pedisse desculpas. A informação também foi confirmada pelo advogado da família, Wilibrando Albuquerque, que afirma que não existia qualquer motivo para o desentendimento.
Imagens registradas por moradores mostram que, depois da discussão, Vitória entrou no carro e tentou atingir a residência onde estava a vítima. Na primeira tentativa, ela não conseguiu invadir o imóvel. Em seguida, deu marcha à ré, acelerou novamente e lançou o veículo contra a casa.
O carro atravessou a estrutura da residência e atingiu Odair Brustolin. O aposentado foi socorrido e encaminhado para um hospital da capital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Após o atropelamento, a estudante deixou o local antes da chegada da Polícia Militar. Durante as buscas, os policiais receberam a informação de que ela estava na casa de um amigo. No endereço, Vitória foi encontrada sentada na varanda.
Segundo o boletim de ocorrência, o amigo contou aos policiais que a estudante havia pedido ajuda após relatar que se envolveu em uma discussão no condomínio. Ela também teria solicitado auxílio para realizar serviços de lanternagem e pintura no veículo.
Ainda conforme o registro policial, Vitória apresentou comportamento exaltado durante a abordagem. Ela recebeu voz de prisão e foi levada ao Departamento de Flagrantes.
Na audiência de custódia realizada na quinta-feira (2), a Justiça de Rondônia decidiu converter a prisão em flagrante em prisão preventiva. A medida mantém a estudante presa enquanto o processo criminal tramita, sem prazo determinado.
A defesa da família informou que recebeu a decisão com tranquilidade e afirmou confiar na atuação da Justiça. Os familiares disseram ainda que vão buscar a responsabilização da investigada pela morte de Odair Brustolin.
Em nota, a defesa de Vitória Caroline Marangoni Schneider lamentou o ocorrido e afirmou que o caso seguirá os trâmites legais, com respeito às garantias do devido processo. Os advogados também informaram que a Justiça determinou a realização de um exame para avaliar as condições psicológicas da estudante.
As circunstâncias do caso seguem sendo investigadas pela Polícia Civil de Rondônia.
