Dois réus foram condenados pela Justiça do Ceará por envolvimento em um assassinato marcado pela ocultação do corpo e pelo uso do crânio da vítima em supostos rituais. A sentença foi proferida na sexta-feira (9), em um dos processos relacionados aos chamados “Crimes do Sítio Canto”, registrados entre 2017 e 2018, na zona rural de Iguatu, no Centro-Sul do estado.
Roberto Alves da Silva, de 49 anos, recebeu pena de 25 anos, 11 meses e 15 dias de prisão. Já Desiree Dantas Barros, de 38 anos, foi condenada a 17 anos e 11 meses de reclusão. Os dois foram considerados culpados pelo assassinato de Francisco de Assis Rodrigues Lima, conhecido como Vilmar, de 46 anos. As condenações também incluem os crimes de ocultação de cadáver, vilipêndio de cadáver e corrupção de menores.
Conforme a denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE), Francisco foi morto a tiros em 1º de dezembro de 2017. Depois do homicídio, o corpo foi escondido em uma área de mata, e o crânio teria sido utilizado em rituais que, segundo as investigações, buscavam atrair sorte e dinheiro. O Tribunal do Júri reconheceu qualificadoras relacionadas ao motivo torpe e à dificuldade de defesa da vítima. Um terceiro acusado foi absolvido a pedido do próprio Ministério Público, por falta de provas de autoria.
O caso ganhou repercussão em maio de 2018, quando equipes policiais localizaram ossadas humanas enterradas em uma propriedade rural conhecida como Sítio Canto, em Iguatu. A descoberta ocorreu durante as investigações sobre o desaparecimento de um estudante universitário de 25 anos e levou à identificação de outros restos mortais. As apurações apontaram uma sequência de mortes atribuídas aos envolvidos, tornando o episódio um dos casos criminais de maior repercussão na região.
