A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), atualmente presa na Itália, foi removida de sua cela após relatar ter sofrido agressões cometidas por outras detentas na unidade prisional onde cumpre sua pena. A transferência foi feita a pedido da defesa da ex-parlamentar, diante de repetidos episódios de violência dentro da prisão em Roma.
Segundo o advogado Fábio Pagnozzi, Zambelli foi vítima de ataques de outras presas em várias ocasiões antes de setembro deste ano, o que motivou pedidos formais de mudança de cela e de andar no presídio. Inicialmente, a administração da unidade teria rejeitado os pedidos, alegando alta rotatividade de detentas, mas acabou concordando com a transferência após nova solicitação da defesa.
Fontes ligadas ao caso indicam que a instabilidade na cela — com entradas e saídas frequentes de outras detentas — teria contribuído para a hostilidade direcionada a Zambelli. Em relatos à defesa, a ex-deputada mencionou que algumas colegas de prisão “a estranhavam”, gerando tensão no convívio diário.
A defesa também afirmou que, apesar das agressões, não houve registro oficial de lesões graves na unidade prisional e que os episódios foram tratados internamente. Ainda assim, a troca de cela foi autorizada para resguardar a segurança da ex-parlamentar.
Zambelli foi condenada no Brasil por crimes relacionados à invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à perseguição armada, com penas que somam mais de 15 anos de prisão. Após as condenações transitarem em julgado, ela deixou o país e acabou presa na Itália em julho de 2025, onde aguarda os desdobramentos do processo de extradição.
Em dezembro, a ex-deputada renunciou ao mandato federal, que havia sido alvo de tentativa de cassação pelo plenário da Câmara dos Deputados. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a perda imediata do mandato em razão de irregularidades na deliberação da Casa Legislativa.
