Lar Política Bolsonaro não vai ter direito à saidinha de Natal: lei mudou ano passado, e Flávio Bolsonaro foi o relator
PolíticaÚltimas notícias

Bolsonaro não vai ter direito à saidinha de Natal: lei mudou ano passado, e Flávio Bolsonaro foi o relator

979

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) — condenado pelo suposto plano de golpe de Estado e preso desde 25 de novembro de 2025 — não tem direito à tradicional “saidinha de Natal”. A combinação de sua condição (regime fechado) e as mudanças recentes na legislação tornam praticamente impossível que ele deixe a prisão para as festas de fim de ano.

 O que mudou na lei

• Em 2024, foi aprovada a Lei 14.843/2024 — apelidada de “Lei da Saidinha” — que reformulou as regras para saídas temporárias de presos. A proposta teve como relator no Senado Flávio Bolsonaro.

• O novo texto acabou com a possibilidade de saídas em feriados e datas comemorativas (como Natal, Ano-Novo, Páscoa) para visitas familiares ou convívio social. Hoje, saídas só são permitidas para presos em regime semiaberto que estejam matriculados em curso de educação ou trabalho externo autorizado — e mesmo assim dependem de autorização judicial.

• A lei também endureceu critérios para autores de crimes graves: quem foi condenado por crimes hediondos, com violência ou grave ameaça, tem acesso restrito ou vetado ao benefício.

Por que Bolsonaro está fora — e provavelmente continuará

• Bolsonaro está cumprindo pena em regime fechado. A “saidinha” nunca se aplicou a presos nessa modalidade.

• Mesmo se houvesse futura progressão para o regime semiaberto — algo remoto dado o tempo de pena e a gravidade dos crimes — a nova lei já elimina saídas para datas comemorativas, então não haveria garantia de “saidinha de Natal”.

• O fato de crimes com “violência ou risco ao Estado democrático” estarem associados ao seu processo fortalece o argumento de que ele jamais se qualificará para esse tipo de benefício.

Contexto e justificativa da mudança

O endurecimento da lei vem depois de episódios em que presos beneficiados pela “saidinha” cometeram novos crimes ou fugas — o que gerou forte reação política.

Na defesa da proposta, Flávio Bolsonaro e parte do Congresso argumentaram que a saída temporária em datas festivas poderia “colocar em risco a segurança pública”, principalmente por envolver custodiados que não teriam plena ressocialização.

O texto aprovado preserva apenas saídas para educação ou trabalho — com critérios rigorosos — buscando priorizar a reintegração social funcional em vez de convívio familiar festivo.

O que isso significa na prática

Para este Natal de 2025, as chances de Bolsonaro sair da prisão para celebrar com a família são praticamente nulas. Mesmo em eventuais progressões futuras de regime, a “saidinha de fim de ano” não existe mais como direito automático — e está condicionada a estudo ou trabalho, sob autorização judicial e dependendo de bom comportamento.

A mudança representa não apenas um endurecimento das regras para ele, mas um marco de endurecimento penal mais amplo, apontado por legisladores como uma resposta a problemas do sistema prisional e às falhas de segurança associadas às antigas saídas temporárias.

Artigos relacionados

QuixadáÚltimas notícias

Confira: Quixadá tem novos beneficiários incluídos no Bolsa Família em novembro

A Secretaria de Assistência Social de Quixadá divulgou a lista dos novos...

Sertão CentralÚltimas notícias

Encontrada jovem de Boa Viagem que estava desaparecida

O caso do desaparecimento de uma adolescente de 15 anos, moradora de...

QuixadáÚltimas notícias

Quixadá terá programação cultural durante novembro em homenagem a Rachel de Queiroz

Quixadá contará com uma série de atividades culturais ao longo de novembro...

QuixadáÚltimas notícias

Quixadá garante vaga na Copa São Paulo de Futebol Júnior pelo segundo ano seguido

O Quixadá está confirmado na disputa da Copa São Paulo de Futebol...