Lar Política Quixeramobim: Treze anos depois de assassinar compadre, homem é condenado a 15 anos de prisão
PolíticaQuixeramobim

Quixeramobim: Treze anos depois de assassinar compadre, homem é condenado a 15 anos de prisão

353
O Tribunal Popular do Júri é formado pela população da Comarca (foto: arquivo)

Região Central: Treze anos depois do assassinato de José Augusto dos Santos, os réus acusados do crime pelo Ministério Público Estadual foram submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Quixeramobim. O crime ocorreu no dia 25 de fevereiro de 2010, no distrito de São Miguel. A vítima era compadre do principal acusado e o motivo seria ciúmes da ex-esposa e da filha.

A filha do assassino disse a política que o pai era um homem violento, sendo esta a razão dela e da mãe terem saido de casa. Ambas recebiam constante ameaças de Antônio Chagas. Ele, inclusive tinha um bom relacionamento com a vítima, mas ao perceber que Augusto estava andando com frequência na casa da compadre, passou a ter ciúmes e chegou a ameaçá-lo de morte três meses antes do crime.

O MPCE denunciou e requereu a condenação dos réus Antonio de Sousa Ferreira, conhecido como “Antonio Chagas” e Antonio Edmilson Domingos do Carmo. Segundo o órgão acusador, no dia do fato, os dois acusados saíram de casa juntos, e “Antônio Chagas” levava consigo uma sacola, na qual, segundo várias testemunhas, carregava uma arma que lhe pertencia, e se dirigiram até a casa da vítima, ocasião em que teriam desferido um tiro José Augusto. Que os denunciados foram vistos próximo à casa da vítima, antes e depois do crime e que “Antônio Chagas” escondeu o rosto de uma pessoa conhecida que passou por eles.

Submetidos a julgamento perante o Tribunal Popular do Júri da Comarca, o Conselho de Sentença, considerou Antônio de Sousa Ferreira como culpado do crime e reconheceu duas qualificadoras, por motivo torpe, uma vez que o crime seria por ciúme, bem como mediante recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima, uma vez que o crime foi praticado por duas pessoas, sendo uma delas armada, contra a vítima desarmada.

Para os jurados, Antônio Edmilson Domingos do Carmo também considerado autor do crime, mas teve menor importância, todavia, reconheceu as duas qualificadoras: motivo torpe e recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima.

O juiz Wesley Sodre Alves de Oliveira, da 1ª Vara da Comarca de Quixeramobim fixou pena definitiva de 15 (quinze) anos e 9 (nove) meses de reclusão para “Antônio Chagas”, enquanto o segundo, Edmilson Domingos a pena foi de 12 (doze)anos e 11 (onze) meses de reclusão. Ambos em regime fechado.

O réu Antônio de Sousa Ferreira encontra-se foragido com mandado de prisão preventiva. A defesa se manifestou que vai recorrer da decisão, enquanto o Ministério Público Estadual não apresentou recurso.

 

 

 

 

Artigos relacionados

QuixeramobimÚltimas notícias

Carro é arrastado por ônibus e desce ribanceira após colisão em Quixeramobim

Região Central: Um acidente envolvendo um ônibus e um carro de passeio...

QuixeramobimÚltimas notícias

Adolescente desaparece após sair de casa em Boa Viagem e é vista pela última vez em Quixeramobim

Uma adolescente de 15 anos está sendo procurada pela família após desaparecer...

PolíticaÚltimas notícias

Pelo menos seis vereadores entram no radar da disputa pela presidência da Câmara Municipal de Quixadá

Região Central: As eleições gerais terminaram para milhões de brasileiros, mas, em...

PolíticaÚltimas notícias

“Sou o verdadeiro presidente eleito do Brasil”, afirma Flávio Bolsonaro em carta divulgada nos EUA

O senador Flávio Bolsonaro divulgou uma carta nesta quarta-feira (28), após chegar...