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Quixadá: Radialista e profeta da chuva, “Paroara” está com câncer maligno e pede visita de amigos

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Profeta da chuva Paroara durante o encontro na cidade de Quixadá (foto: arquivo RC/2016)

Uma triste noticia para a comunicação quixadaense e também para a cultura, o famoso profeta da chuva Antônio Anastácio da Silva, conhecido pelo apelido de “Paroara”, 82 anos, encontra-se internado em sua residência, respirando com ajuda de um balão de oxigênio. Durante cada encontro anual dos profetas, ele é atração pela sua forma referente de fazer suas previsões empíricas.

Em entrevista por telefone, a filha do radialista, Maria José, revelou que em maio apareceu um problema de gastrite, porém, novos exames detectaram gravidade da doença.  “De julho para agosto descobriu-se que havia um câncer maligno no pulmão”. A cada dia vem surgindo novas doenças, agravando ainda mais o seu estado debilitado.

“Paroara” está em sua casa, lúcido, mas seu estado requer muita atenção e cuidados médicos.

O Radialista, profeta, fotografo e poeta, tem lamentado que seus amigos e colegas não tem lhe visitado.

História na comunicação

Em meados dos anos 60, quando funcionava à Rua Tenente Cravo, o serviço de alto-falantes: “A Voz do Norte”, Paroara era a atração principalmente das mulheres. Á época com 20 anos, chegou a ter um fã-clube bem animado. Antônio Anastácio da Silva, a principal voz da radiadora. Por ter morado bom tempo no Pará, ficou conhecido como Paroara.

A grande paixão de Paruara sempre foi o rádio, ouvia até altas horas da madrugada, diversas emissoras como, “Dragão do Mar”, “Ceará Rádio Clube”, “Vale do Jaguaribe”, ficava quase enfeitiçado ouvindo aquelas vozes e tentava imitá-las. Era o momento da explosão do movimento “Jovem Guarda”, e ele adquiria aquelas revistinhas para aprender as letras das canções.

Chegou um momento em que decidiu montar a sua radiadora, “custe o que custar e irá se chamar a voz do norte”. Comprou parte do equipamento no velho fiado (lembra com uma boa gargalhada), contou com a valiosa colaboração dos queridos amigos Chiquinho do Rádio e Valmir. A documentação foi toda preparada pelo senhor Edwardes Mendes.

A “Voz do Norte” ganhou condições de operar, depois de meses de espera, e quando estava chegando o grande dia da inauguração, faltava ainda, a autorização do Exército. A autorização foi conseguida, sem problemas, apenas com a recomendação de vez por outra, executar algumas marchas militares. Os chefes do Exército, mandaram que a música “avantes camaradas” deveria ser tocada, proibindo músicas contra a ditadura militar.

O radialista encerrou seus trabalhos radiofônicos na FM Central 104.9, que por coincidência ou por também acreditar no projeto de Paroara, é dirigida pelo neto do Sr. Edvardes,  Tefa Gomes. Seu programa era aos domingo, mas devido a sua debilidade encerrou suas atividades na comunicação.

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