Região Central: O município de Banabuiú enfrenta uma crise na segurança pública que ganhou repercussão em veículos de comunicação de alcance nacional, como Terra, g1 e Metrópoles. Entretanto, em meio à cobertura sobre a situação de violência na cidade, um problema importante não recebeu destaque: há anos, a Delegacia de Polícia Civil funciona sem um delegado titular.
Recentemente, a situação da segurança pública no município voltou ao centro das atenções após a denúncia de que uma facção criminosa teria proibido a comercialização de água mineral na cidade.
A Delegacia Municipal de Banabuiú foi inaugurada em 2 de março de 2012 e, desde então, enfrenta dificuldades para contar com um delegado titular de forma permanente. O último a ocupar oficialmente a função foi o delegado Marcus Vinicius Azevedo Damasceno.
Atualmente, o delegado William Lopes responde interinamente pela unidade, pelo menos desde julho de 2025, acumulando também a titularidade da Delegacia de Polícia Civil de Quixeramobim.
A ausência de um delegado titular pode comprometer o andamento das investigações e sobrecarregar os profissionais que precisam responder simultaneamente por mais de uma unidade policial. Somado a isso, o baixo efetivo da Polícia Militar é apontado como outro fator que dificulta o enfrentamento da criminalidade e a atuação contra as organizações criminosas no município.
Outro aspecto que chama a atenção é o funcionamento da Delegacia de Banabuiú, que atende apenas em horário comercial e, em determinados momentos, fica sem a presença de um delegado, justamente porque o profissional responsável precisa dividir sua atuação entre Banabuiú e Quixeramobim.
Diante desse cenário, a população espera que o governador do Ceará, Elmano de Freitas, tome providências para solucionar o problema e garantir uma estrutura de segurança pública compatível com as necessidades do município.
