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Peixes e camarões aparecem mortos no açude Cedro devido ao baixo volume da água

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Quixadá: Uma cena de cortar o coração do pescador e do sertanejo: milhares de peixe e camarões estão morrendo no açude Cedro, centenária obra hídrica construída neste Município. A principal hipótese é a baixa taxa de oxigênio da água.

O caso passou a ser compartilhado no início da semana pelo pre-candidato a deputado estadual, Gabriel Aguiar, que é biólogo e mestre em ecologia. Na última quarta-feira (8) ele fez imagens do Cedro com milhares de peixes mortos boiando na água.

A cena repercutiu e passou a despertar a atenção de autoridades e órgãos envolvidos, porque logo depois moradores de Quixadá passaram a ir ao Cedro e conseguiram comprovar que além dos peixes, uma grande quantidade de camarões de água doce também estavam mortos.

Procurada pelo jornal O Povo, a Autarquia Municipal de Meio Ambiente de Quixadá informou que “As primeiras avaliações, realizadas em conjunto com a Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema), apontam que o fenômeno pode estar relacionado à redução do nível da água, que provoca diminuição da oxigenação do reservatório, situação conhecida entre os pescadores como ‘murrinha'”.

Diante da ocorrência, uma equipe técnica da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) esteve no local para realizar uma vistoria e coletar informações que possam esclarecer as causas da mortandade. Durante a inspeção, também foram feitas medições da qualidade da água. Segundo o órgão, o pH do reservatório apresentou índice em torno de 6.

A Cogerh informou que ainda é cedo para apontar a causa do fenômeno, que depende da conclusão das análises laboratoriais. No entanto, a principal hipótese técnica é que a mortandade esteja relacionada às condições hidrológicas do açude.

De acordo com a companhia, o baixo volume de água armazenado, associado às variações climáticas, pode provocar anoxia, caracterizada pela redução ou ausência de oxigênio dissolvido na água, além de alterações bruscas na temperatura, fatores que comprometem a sobrevivência de peixes e camarões.

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