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Polícia investiga facção por tentar monopolizar mercado de apostas esportivas em Quixeramobim

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Delegacia de Polícia Civil de Quixeramobim (foto: RC)

Região Central: Uma minuciosa investigação da Polícia Civil resultou na prisão preventiva de um grupo criminoso acusado de coagir empresários do ramo de apostas esportivas no município de Quixeramobim. Segundo as apurações, os investigados atuavam em nome da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e tinham como objetivo impor, de forma forçada, a utilização exclusiva da plataforma de apostas.

De acordo com a polícia, os suspeitos ameaçavam donos de casas de apostas para que encerrassem atividades em plataformas concorrentes, sob intimidação de morte e represálias violentas. As informações chegaram às autoridades por meio de denúncias anônimas, posteriormente confirmadas por empresários que relataram ter recebido ligações e mensagens ameaçadoras.

A investigação foi conduzida pelo delegado William Lopes, titular da Delegacia de Polícia Civil de Quixeramobim, no âmbito da operação denominada “Jogo Sujo”. Como resultado, a juiz do 3º Núcleo Regional decretou a prisão preventiva de oito pessoas, além da quebra de sigilos bancários e telefônicos, apreensão de veículos e bloqueio de aproximadamente R$ 2,5 milhões em contas dos investigados. Entre os bens sequestrados estão quatro caminhonetes Hilux e dois veículos Corolla.

Foram alvos da medida judicial: Luis Eber Dantas Pinheiro, conhecido como “Luiz”, apontado como integrante do núcleo de liderança e apresentado como verdadeiro proprietário da plataforma; Jorge Darllyson Pereira de Morais, o “JD”, indicado como sócio ou coproprietário da empresa; Antônio Oliveira Silva, o “Deir”, responsável pelo pagamento das apostas; além de Francisco de Assis Araújo Filho, o “Júnior”, e Antônio Jairo Sousa Gomes, o “Jairo”, que atuavam nas primeiras abordagens a comerciantes e na intermediação com operadores locais.

Também foi identificado Francisco Gildevan da Silva de Lima, apontado como ponto de apoio do grupo, responsável por angariar apostadores e operar máquinas de recebimento, fortalecendo a presença da plataforma no município.

Segundo a decisão judicial, Antônio Manoel Warllem Sousa Rodrigues e Francisco Wanderson Sousa Rodrigues, conhecido como “Andinho”, ambos irmãos, integravam o núcleo de execução das ameaças. Eles seriam encarregados de intimidar diretamente cambistas e operadores, utilizando-se de ameaças explícitas, como incêndio de estabelecimentos e agressões físicas, para garantir o monopólio local da plataforma em nome da facção criminosa.

“No caso em análise, verifica-se que as condutas atribuídas aos investigados não se revelam episódicas, mas inseridas em contexto de atuação contínua e organizada, voltada à coação sistemática de operadores de apostas, à eliminação da concorrência e à centralização dos lucros em proveito de organização criminosa, evidenciando reiteração delitiva e risco concreto de continuidade das infrações.” Decidiu o juiz Maycon Robert Moraes Tomé.

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