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Tiroteios, drones-bomba e mais de 60 mortos: o dia em que o Rio de Janeiro entrou em guerra

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Rio de Janeiro — A madrugada desta terça-feira (28) amanheceu envolta em fumaça, barricadas em chamas e sirenes ecoando pela zona norte da cidade. Aproximadamente 2.500 agentes das polícias civil e militar do estado — mobilizados no que o governo estadual descreve como a maior operação já realizada na capital fluminense — invadiram os complexos da Complexo do Alemão e da Complexo da Penha com o objetivo de prender integrantes da facção Comando Vermelho (CV), em especial lideranças acusadas de comandar o tráfico e a logística de armas na região.

Segundo balanço ainda provisório, o número de mortos já ultrapassa 60 — com quatro policiais entre as vítimas — e cerca de 80 detidos até o momento. Bolas de fogo iluminavam o céu sobre a favela, enquanto barricadas eram erguidas por traficantes em represália ao avanço policial. Drones lançaram explosivos, viaturas blindadas entraram nas vielas, e o governo anunciou que se trata de uma ofensiva contra “narcoterroristas”.

A operação, batizada de Operação Contenção, faz parte de uma ação permanente do governo do estado do Rio para conter a expansão do Comando Vermelho em favelas da cidade e da região metropolitana. São cerca de 100 mandados de prisão em curso e o território alvo da ação equivale a duas vezes o tamanho de bairros como Copacabana, segundo o governador.

A imprensa internacional repercute o episódio com espanto e apreensão. Veículos como The Guardian e El País destacam que esse é o dia mais sangrento registrado em operações policiais no Rio até hoje, com uso de munição pesada, drones-bomba e bloqueios de avenidas. O Guardian relata: “Rio de Janeiro experienced its deadliest day of violence when over 2,500 police and special forces launched a large-scale operation targeting the Alemão and Penha favelas … The operation underscores ongoing security challenges in the region.”

Nas comunidades, o cenário é de caos: escolas fecharam, linhas de ônibus foram desviadas, moradores relatam tiros de fuzil ecoando por corredores e medo nos rostos de quem aguarda notícias de parentes. O governador do estado, Cláudio Castro, afirmou que o governo federal “deixa o Rio sozinho nesta guerra” e fez um apelo para que as Forças Armadas assumam apoio às operações. Enquanto isso, criminosos retaliaram bloqueando tráfego na Avenida Brasil, e promovendo incêndios e retenções de ônibus.

Especialistas consultados pela imprensa ressalvam que uma operação desta envergadura pode provocar efeitos imediatos — prisões, apreensões, interrupção de rotas de tráfico —, mas alertam para o risco de escalada da violência e dano colateral à população. As ações parecem centrar-se em agindo “soldados de rua” e não necessariamente nas cabeças das facções, o que corta pouco da estrutura criminosa de fato.

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