Artista quixadaense mostra pilastras do Açude Cedro sendo devolvidas após restauração

Pilastras foram recolocadas durante o último fim de semana; artista quixadaense Jock Batista postou as imagens

Quixadá: Neste fim de semana, os quixadaenses assistiram à continuidade das etapas de restauração na estrutura do Açude Cedro, em Quixadá. O artista plástico do município, Jock Batista, mostrou fotos em suas redes sociais da entrega das pilastras que contornam a parede do açude, após recuperadas.

A cena gerou bastante repercussão nas redes sociais. As pilastras aparecem nas imagens embaladas e distribuídas ao longo da parede, onde seriam fixadas. Jock Batista é famoso pelos trabalhos de recuperação e de restauração em obras de arte e de estruturas do município.

Nos comentário de amigos em seu perfil na rede social Facebook, ele comentou sobre a honra de poder ter feito parte da ação reestruturante nas pilastras do Cedro. “E uma honra para o artista … participar e sentir nas mãos o valor de uma arte centenária”, escreveu.

História

Conforme o G1 Ce, o Açude do Cedro, em Quixadá, foi a primeira grande obra hídrica realizada pelo Governo Brasileiro. A ordem de construção foi dada por D. Pedro II em decorrência seca de entre 1877 e 1879. O Governo Imperial solicitou ao engenheiro Ernesto Antônio Lassance Cunha e a outros técnicos estudos de meios para o combate aos efeitos das secas. Ficou então decidida a construção de barragens nos leitos dos rios para barrar as águas pluviais. O próprio Ernesto Cunha indicou o Boqueirão do Cedro como local selecionado. Em 1880, o engenheiro britânico Jules Jean Revy confirmou a indicação.

Ainda de acordo com o site, no ano de 1882 o primeiro projeto foi feito pelo próprio Jules Revy que coordenou a realização de obras preliminares, como a construção de uma estrada de acesso e a instalação das máquinas. Às vésperas do início das obras, ocorre a proclamação da república e a consequente retirada de Revy. Após modificações no projeto realizadas em 1889 pelo engenheiro Ulrico Mursa, da Comissão de Açudes e Irrigação (atualmente DNOCS), as obras foram finalmente iniciadas em 15 de novembro de 1890. Sua conclusão, após várias interrupções, foi em 1906, já sob coordenação do engenheiro Bernardo Piquet Carneiro, que assumiu a direção da construção em 1900.

O açude teve base em alguns monumentos romanos no comando de Julio Caesar (Julio César). Possui quatro barragens: a Principal, a do Sul, a da Lagoa do Forges e a do Vertedouro. Estas barram as águas do rio Sitiá e dos riachos Macambira, Verde, do Socorro, do Cabo, Guaribas, Caracol e entre outros riachos da região.

No ano de 2017 as pilastras foram alvo de uma ação danosa: quatro delas foram quebradas, de acordo com a imprensa na época, de forma acidental. O prejuízo teria sido notificado ao Ministério Público do Ceará (MPCE). O Cedro faz parte dos açudes que são administrados pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). O Revista Central tentou manter contato com Jock Batista mas não conseguimos retorno até a publicação desta matéria.