Diocese de Quixadá lança nota e diz que reforma no Casarão do GVA terá “novos rumos”

Imagem antiga do GVA (Foto: reprodução)

Quixadá: A reforma e reestruturação do antigo casarão Ginásio Valdemar de Alcântara, no Centro de Quixadá, deve ganhar “novos rumos”. Esse é o principal ponto de uma nota divulgada pela Diocese de Quixadá, esta semana, sobre a reforma do prédio, um dos mais antigos e tradicionais de Quixadá e cercado de questões hisóricas.

Em 2021 a Diocese de Quixadá, responsável pelo prédio, deu início a um processo de reforma na estrutura. A iniciativa despertou opiniões contrárias aos defensores mais ávidos da história quixadaense, tendo em vista que o prédio é uma das construções mais antigas do município.

Na nova nota, assinada pelo Bispo Dom Ângelo Pignoli, a instituição religiosa afirma que “após várias reflexões, pensando sempre na união de esforços, decidimos que será acrescentada à comissão existente, outros membros para que possamos pensar novos rumos e acima de tudo, nos empenharmos no cumprimento de nossos deveres”.

Sem dar maiores detalhes, a nota ainda afirma que a decisão foi tomada na tarde da última segunda-feira (19), quando a comissão que está à frente do processo de planejamento e reestruturação do Casarão, se reuniu na Cúria Diocesana. Não há uma afirmação na nota, mas o texto sugere que as obras da reforma poderão ser suspensas momentaneamente até que os “novos rumos”, como assinala o Bispo, sejam decididos.

A decisão sobre o que deverá ser realizado no prédio por parte da Comissão Responsável deve ser divulgada no próximo dia 26 de abril, de acordo com a nota. “Estamos trabalhando dispostos a construir juntos com a sociedade quixadense, um caminho de unidade e de fé. Aguardamos assim, novas informações após o próximo dia 26 de abril”, diz o documento.

Em novembro de 2020 a Diocese de Quixadá deu início ao processo de tombamento voluntário do antigo prédio do GVA. Na época a Prefeitura de Quixadá recebeu um requerimento em nome da instituição solicitando o tombamento. Na época Dom Ângelo lançou uma outra nota em que afirmava ficar cada vez mais difícil ter acesso a recursos que pudessem resguardar a estrutura do GVA pelo seu valor imaterial e histórico.

“Sempre foi nosso desejo conservar e adequar os espaços ora pertencentes a Diocese de Quixadá, que foram doados ou construídos com tanto empenho e amor por pessoas. (…) Quando faço referência aos novos tempos, refiro-me também aos recursos financeiros que outrora se conseguiam com maior facilidade”, disse o religioso.